Publicado por: JotaAntunes | 30 outubro 2012

(A HISTÓRIA DOS DEZ LEPROSOS) Somente “UM” retorna para agradecer…


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Os leprosos gritavam em coro, ao verem Jesus, em uma aldeia da Galileia. Eram dez ao todo. Chama-me à atenção, o fato de estarem os dez reunidos, justamente quando Jesus passava por ali. Acredito que não ter sido coincidência o encontro. Havia um líder entre eles. Alguém que por dias percorreu o lugarejo e proximidades em busca de pessoas que sofriam com o mesmo mal. Alguém, que ouviu falar de Jesus, se encheu de fé, e como um intercessor, quis que seus semelhantes também recebessem a cura.

A lepra era um mal, que causava isolamento social. Em hebraico, a palavra tsara’ át, compreende uma variedade de doenças de pele: psoríase, favo, leucodermia e hanseníase. Um leproso, segundo a lei, tinha que constantemente se apresentar ao sacerdote, para ser examinado. Dependendo do grau de sua doença, era considerado puro ou impuro. Esta pureza (ou impureza) era de ordem física e também moral. Por uma série de motivos, os leprosos sofriam limitações: “Todos os dias, em que a praga estiver nele, será imundo; e imundo habitará só; a sua habitação será fora do arraial”Lv 13:46.

Como aqueles dez leprosos foram ao encontro de Jesus? Por que estavam juntos? Tinham nacionalidades distintas. Um era samaritano, os demais judeus. Samaritanos e judeus juntos? Quem seria o líder? O que com suas palavras de fé, falou aos demais sobre Jesus? Que acompanhou a agenda do Mestre, ansioso por sua chegada à aldeia? Aquele que recomendou aos demais: “Vamos ficar ao longe, não poderemos transgredir a lei, nos aproximar, gritaremos alto, Ele nos ouvirá”? Este, “contagiou”, o grupo com a certeza de cura.

“E entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe; e levantaram à voz, dizendo, Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós” Lc 17:12, 13.

Ficaram ao longe. O Mestre os ouviu. E para não causar escândalo, alimentar seus adversários- que estavam em toda parte- E cumprir a lei, a qual afirmou não vir revogar, Jesus os ordenou que se apresentassem ao sacerdote: “Ide, mostrai-vos ao sacerdote” Lc 17; 14. E enquanto iam, as feridas dos leprosos se iam secando, sumindo. Grande Deus! Uns olhavam para os outros, sorriam de alegria, pegavam em seus corpos como se estivessem vivendo um sonho. Estamos curados! E prosseguiam virando às costas para Jesus. Todos, menos um. O samaritano. Considerado impuro, duas vezes. Ele se voltou para o que o curara: “E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças” Lc 17:16.

Seria ele o líder? O que reuniu os nove, em busca do milagre? Tudo que sei é que ele foi o mais digno de todos. Sua gratidão foi o motivo de sua salvação. Ele se negou a caminhar em direção a lei. Voltou-se para a graça. Enquanto os nove se dirigiam ao templo para diante do sacerdote, oferecerem os sacrifícios prescritos pela purificação da lepra. Ele, o humilde samaritano, reconhecia em Cristo Jesus, o Sacerdote Eterno. Isto lhe bastava. Ele sabia que Jesus era o Messias Salvador. Suas lágrimas escorriam pelo rosto, enquanto com todo o coração adorava ao Mestre. A vida, do samaritano, em volta a mais profunda gratidão e arrependimento, já não era a mesma. Seu caminho seria distinto dos nove companheiros. Companheiros, que minutos antes, lamentavam a dor da miséria humana. Porém, se mostraram miseráveis, diante da vida.

Quantas lições poderemos apreender dessa passagem Bíblica! De que forma, poderíamos aplicá-la às nossas vidas? Como estamos agindo diante de Deus? Como os nove, ingratos leprosos, ou como o nobre samaritano? Temos reconhecido a providência Divina? Vivido a graça? Ou estamos a caminhar para “o templo dos sacrifícios”? De que forma poderemos mudar nossa atitude, motivar pessoas ao nosso redor? Certamente ao agirmos, como o líder, dos leprosos. Recolhendo feridos e conduzindo-os a Cristo. É o nosso papel. A nós, cabe o amor. A eles, a gratidão. A nós, cabe o testemunho. Somente a Deus, o julgamento para a Salvação. Impressiona-me, a humildade do samaritano. Jesus perguntou-lhe: “Onde estão os nove?” Não consta que ele tenha respondido pelos nove ou que tenha acusado-os. Mas, que permaneceu adorando, aos pés do Mestre com toda intensidade do seu ser. Suas lágrimas, também foram de compaixão pelos que se foram sem a salvação.

Dedico o referido texto
In memorian:
Ao meu pai José Zeferino Moreira que soube me admoestar as Sagradas Letras
. ‘. .’. .’.

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Responses

  1. Excelente texto amigo Jota Antunes!
    Sempre amei essa história da vida do Mestre Jesus.
    Esse único leproso que retornou e agradeceu pela dádiva alcançada, é o mais puro retrato de gratidão pelo bem alcançado na sua vida.
    O seu profundo êxtase pela cura de uma doença tão terrível como era a lepra naquele tempo, não foi maior que o sentimento de gratidão ao Mestre.
    Lindo demais não amigo?
    Como podemos ser filhos ingratos em jamais agradecer por tantas benção alcançada na vida!
    Em não acolhermos os banidos da vida!
    Esse samaritano reconheceu no Mestre e Iluminado Jesus, algo maior que a Lei, e todos os seus rituais exigidos por eles.
    Com certeza esse viu a “glória e poder de Deus” na pessoa de Jesus.
    Por isso mesmo que, sabiamente preferiu voltar para agradecer e acompanhar o Mestre Jesus!
    Amei recordar dessa história belíssima amigo!
    Beijos..
    Namastê..


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