Publicado por: JotaAntunes | 1 novembro 2009

POR UM RIO DE PAZ


MACABRO

Por Jotaantunes

Em dezembro de 2008 fui ao lançamento da CAMPANHA DA FRATERNIDADE para o ano de 2009 que está se acabando – O tema da campanha era: A PAZ É FRUTO DA JUSTIÇA – voltada para a Segurança Pública.

Estavam presentes bispos, párocos, leigos, representantes de todos os vicariatos, sociólogos, antropólogos, historiadores, “policiólogos”, jornalistas, etc.
Fiquei impressionado com o que li no texto base da CNBB.

A meu ver tudo ficou no papel e nas reuniões paroquiais por esse Brasil afora.
Com os últimos dados das pesquisas da violência o que posso verificar a retórica foi formidável, a prática na luta e admoestações da sociedade foram apagadas no dia-a-dia e corações e mentes, principalmente, nos familiares de centenas de vítimas da tétrica realidade no estado do Rio de Janeiro.

Parece-me que a igreja Católica Apostólica Romana perdeu o “último vagão do último trem” para uma mobilização de milhares de pessoas de todos os seguimentos da sociedade em busca da PAZ!!!

Ao menos a Igreja Católica Apostólica tentou! Só não houve mobilização.

A mais preocupante são as chamadas igrejas penteconstais. Estas são, indubitavelmente, as que mais crescem.

Em contrapartida os evangélicos do estado do Rio de Janeiro estão mudos: Segundo dados: Em dezembro de 2009 os evangélicos devem somar 49,8 milhões no Brasil, 25,4% de um total de 196,5 milhões de brasileiras e brasileiros. Ao persistir essa curva de crescimento, em 2020 os evangélicos serão 100 milhões no país.

Senão vejamos: o Rio de Janeiro já conta com 36,3% que se declaram evangélicos.
Não se faz necessário ser um “doutor” em estatísticas para ver que da Zona Oeste à Zona Norte, Subúrbios da Leopoldina e da Central do Brasil, bem como na baixada fluminense, a cada instante uma nova denominação se instala, sejam em galpões, antigos cinemas, casas etc.

Rede Record, Rede TV e CNT são emissoras que, além do horário matutino, as madrugadas são de curas, milagres e prodígios, além de satanizarem outras religiões.
São de um profissionalismo os cantores, os músicos e pregadores DITOS CRISTÃOS que usam das suas vozes para comercializar nas igrejas os seus dons e talentos, cobrando preços absurdos para louvar ou pregar. Fazem das igrejas palcos de shows e de apresentações.Tirando do Senhor a honra, glória e o louvor que somente é devido a Ele. Recordo-me a assertiva “QUE DE GRAÇA RECEBERAM” do próprio Jesus.

Senão vejamos: o Rio de Janeiro já conta com 36,3% que se declaram evangélicos.
Não se faz necessário ser um “doutor” em estatísticas para ver que da Zona Oeste à Zona Norte, Subúrbios da Leopoldina e da Central do Brasil, bem como na baixada fluminense, a cada instante uma nova denominação se instala, sejam em galpões, antigos cinemas, casas etc.

“Pessoas que fazem da música ou da pregação uma maneira de se enriquecerem alegando que ‘O OPERÁRIO É DIGNO DO SEU SALÁRIO”. HOJE OS CULTOS VIRARAM SHOWS, OS LOUVORES, APRESENTAÇÕES E A PREGAÇÃO DA PALAVRA UMA FONTE DE RENDA. ”
PASTOREAI O REBANHO DE DEUS QUE HÁ ENTRE VÓS, NÃO POR CONSTRANGIMENTO, MAS ESPONTANEAMENTE, COMO DEUS QUER; NÃO POR SÓRDIDA GANÂNCIA, MAS DE BOA VONTADE; 2 PEDRO 5.2

Vejo na figura do Senhor Reverendo o líder do movimento Rio de Paz, Antonio Carlos Costa. O único líder que toma a iniciativa quase que diuturnamente em prol das vítimas da violência que estão estampadas diariamente.

Porque os “PREGADORES DA TV” não usam um pouco do seu tempo para promoverem uma cruzada de luta pacífica no Estado do Rio de Janeiro, conclamando o POVO em uma vigília pela paz???

Ou as grandes preocupações são de venderem CDs, livros e pedirem ajuda para a manutenção dos seus programas diários e noturnos?

Fico eu aqui pensando que: “Templo é dinheiro”!!!

Que respondam nossas consciências!!

Disse Deus: “Não destruirei a cidade, se achar nela quarenta e cinco justos”. Livro do Gênesis

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Responses

  1. Antunes,
    Excelente matéria.
    Realmente a hipocrisia carioca está cada vez mais imperando.
    São ONGs oportunistas, são pessoas que participam de diversas manifestações tanto pela Paz, como também da Marcha da Macanho e descriminação das drogas. Infelizmente a Cidade do Rio de Janeiro, principalmente o pessoal da Zona Sul, gosta destes oba-oba. Marca um grande movimento na orla marítima, todos vestidinhos de branco e com adereços para aparecerem nos noticiarios das TV. São movimentos inconsequentes sobre a Paz, Fora Sarney, Marcha da Maconha, etc.
    Com relação a Igreja Católica,pelo seu conservadorismo, também só joga para a platéia;só manifestam indignação no momento em que suas igrejas ou seus fieis dentro delas sejam roubados.
    Com relação as Igrejas Evangèlicas de diversas denominações,a temática segue a lógica dos Bancos: ARRECADAR DINHEIRO CADA VEZ MAIS.

    Apesar de todos estes modismos atuais da sociedade carioca, algumas ações vem surtindo efeitos. O suburbio enquanto era um mar de tranquilidade, onde seus moradores ouviam em seus rádios e viam na TV, horrorizados o que acontecia na Baixada Fluminense(Caxias,Nova Iguaçu,São João de Meriti,Belford Roxo, etc).

    Agora,de forma intempestiva a violência chegou em seus bairros, em suas ruas, em suas casas,…
    Vivemos em uma cidade sitiada pelos narcotraficantes, alimentados pelos seus consumidores da classe rica e média, em suas empresas,seus condominios, em suas universidades, festinhas,etc.

    Depois de alguns eventos criminosos que quebraram a rotina da região da Praça do Carmos, seus moradores, com suas lideranças locais , se uniram para criar e colocar em prática o FORUM PELA PAZ DA PRAÇA DO CARMO.
    São representantes e membros da Igreja Católica, bem como de Igreja Evangélicas de diversas denominações, além de Associações de Moradores e de Comunidades Carentes.
    A Integração está dando certa,o envolvimento ecumênico e dos diversos segmentos da comunidade local e áreas circunvizinhas já vem colhendo resultados, atraindo a atenção das autoridades (estado e municipio), inclusive com uma maior atenção de diversas Secretarias para a Região-saúde, segurança, etc.

    Ainda existe esperança de reverter a situação de clima de guerra instalada no Suburbio e que se expande para todas as demais regiões da cidade (ZN,ZO,ZS e Barra) e do estado (baixada Fluminense).
    O 1º passo é acabar com a hipocrisia. A revista Veja sinalizou com bastante propriedade a situação atual:
    Trazê-los ao debate é a contribuição de VEJA para a reconstrução de uma cidade maravilhosa.

    1 – Quem cheira mata
    O usuário de cocaína financia as armas e a munição que os traficantes usam para matar policiais, integrantes de grupos rivais e inocentes.
    A venda de cocaína aos usuários cariocas rende 300 milhões de reais por ano aos bandidos. Os usuários de drogas financiam a corrida armamentista nos morros. Cada tiro de fuzil disparado tem também no gatilho o dedo de um comprador de cocaína. Os cariocas fingem não ver essa realidade e, quando a coisa fica muito feia, fazem ridículas passeatas “pela paz” ou “contra a violência”. Só haverá algum progresso quando a luta for contra os bandidos e seu objetivo deter o crime.

    2 – A cegueira do narcolirismo
    Os traficantes são presença valorizada em certas rodas intelectuais, de celebridades e de jogadores de futebol. Isso facilita os negócios do tráfico e confere legitimidade social à atividade criminosa.
    O goleiro Júlio César, da seleção brasileira, já teve de dar explicações à polícia por ter aparecido num grampo telefônico falando com o traficante Bem-Te-Vi, ex-chefão da Rocinha. Escutas telefônicas revelaram que outros jogadores, como Romário, também mantinham algum tipo de contato com o bandidão.

    3 – A tolerância com a “malandragem carioca”
    O “jeitinho brasileiro”, a aceitação nacional à quebra de regras, se une, no Rio, ao culto da malandragem que, ao contrário do que parece, não é inocente. Reforça a ilegalidade.
    No início do ano, a prefeitura demoliu um prédio com 22 cubículos, construído ilegalmente, na Rocinha. Havia uma proprietária “de fachada”, moradora da favela, que conseguiu decisões liminares impedindo a demolição. Descobriu-se depois que o verdadeiro dono do prédio era um morador de classe média da zona Sul.

    4 – O estímulo populista à favelização
    Os políticos se beneficiam da existência das favelas, convertidas em currais eleitorais. Elas abrigam 20% dos eleitores da cidade.
    A invasão eleitoreira se dá por meio de instituições batizadas de centros sociais, mantidos por deputados e vereadores. Em troca de votos, esses centros fornecem serviços que deveriam ser disponibilizados pelo poder público, de creches a tratamento dentário. Transformar a pobreza num mercado de votos mostrou-se um negócio lucrativo. Quase metade dos deputados estaduais fluminenses e 30% dos vereadores cariocas mantêm centros sociais.

    5 – O medo de remover favelas
    Os aglomerados de barracos, com suas vielas, são o terreno ideal para o esconderijo de bandidos. É hipocrisia tratar a remoção como desrespeito aos direitos dos moradores.
    As favelas não param de crescer. Um estudo feito pelo Instituto Pereira Passos (IPP) mostrou que, entre 1999 e 2008, o aumento de áreas faveladas na cidade foi de 3,4 milhões de metros quadrados, território equivalente ao do bairro de Ipanema. O número de favelas no Rio passou de 750, em 2004, para 1.020 neste ano. A maior parte das novas favelas tem menos de 50 barracos.

    6 – Fingir que os bandidos não mandam
    Eles mandam. Indicam quem vai trabalhar no PAC e circulam livremente com seus fuzis próximo aos canteiros de obras do principal programa do governo federal. Decidem sobre a vida e a morte de milhares de inocentes.
    Tortura e assassinato fazem parte da rotina. Um dos métodos de execução é o “microondas”, um improvisado forno crematório no qual a vítima é queimada viva, depois de ser torturada. A barbárie foi mostrada para o país inteiro em 2002, quando o jornalista Tim Lopes, da TV Globo, foi capturado e morto em um “microondas” por traficantes da Vila Cruzeiro.

    7 – Combater crime com mais crime
    O governo incentivou a criação de grupos formados por policiais, bombeiros e civis para se contrapor ao poder do tráfico. Deu o óbvio. Onde esses grupos venceram, viraram milícias e instalaram a lei do próprio terror.
    Atualmente, mais de 170 favelas são dominadas por milícias no Rio de Janeiro. Esses bandos exploram clandestinamente serviços como venda de gás, transporte e até TV a cabo. Com os traficantes desalojados por eles, matam e torturam inocentes nas áreas dominadas.

    8 – Marginais são cabos eleitorais de bandidos
    Muitas associações de moradores funcionam como fachada para que criminosos apareçam como “líderes comunitários” e possam fazer abertamente campanha por seus candidatos. Na Câmara dos Vereadores e na Assembléia Legislativa existe uma “bancada da milícia”.
    O caso mais emblemático é o de Nadinho, que acumulou as funções de líder da milícia e de presidente da Associação de Moradores da favela Rio das Pedras. Quando ele ocupava esse posto, só fazia campanha por ali o político que “fechasse” com Nadinho, que foi um importante cabo eleitoral do PFL e elegeu-se vereador pelo partido, o mesmo do ex-prefeito César Maia. Acabou assassinado este ano. Na Rocinha, a atuação como líder comunitário garantiu a Claudinho da Academia uma vaga de vereador. No caso, com o apoio do tráfico de drogas.

    9 – A corrupção torna a polícia mais inepta
    A taxa de resolução de homicídios no Rio é de 4%. Em São Paulo, é de 60%.
    Isso acontece porque policiais agem como marginais. Um exemplo chocante da atuação de bandidos fardados deu-se na semana passada, quando Evandro Silva, integrante do grupo AfroReggae, foi baleado e morto em um assalto no Centro da cidade. Minutos depois, dois PMs chegaram ao local do crime. Silva ainda agonizava. Eles nem olharam para a vítima. Os policiais correram a achacar os criminosos, que foram abordados e soltos depois de entregar aos PMs o fruto do latrocínio – uma jaqueta e um par de tênis.

    10 – As “comunidades” servem de escudos humanos
    Os bandidos usam a população civil sob seu domínio para dificultar a ação da polícia. Quando um morador morre e noticia-se que foi vítima do confronto, o bandido vence a guerra da propaganda. Se não houvesse criminosos, não haveria confronto.
    Os moradores são massa de manobra dos traficantes. No início do ano, quando o traficante Pitbull, da Mangueira, foi morto durante uma operação policial, bandidos usaram moradores para promover tumultos nos arredores da favela. Quatro ônibus foram incendiados. Cerca de 70 pessoas foram ao enterro do traficante.

    11 – O governo federal está se lixando
    Como o crime no Rio não afeta a popularidade do presidente, a questão não é prioritária. Dos 96 milhões de reais previstos para modernizar a polícia em 2009, somente 11 milhões de reais chegaram aos cofres do estado.
    Um dos projetos que não foram atendidos é o de identificação biométrica de armas, que permitiria o melhor controle do armamento utilizado pela polícia. Está orçado em 17 milhões de reais. Outro projeto, de 2,6 milhões de reais, é o da aquisição de um simulador de tiros, aparelho em que o policial treina combates virtuais.

    12 – As favelas não produzem drogas nem armas
    Nunca se fala ou se age decisivamente contra a estrutura profissional e internacional de fornecimento de cocaína e armas aos traficantes cariocas. Inexiste a fiscalização de estradas, portos e aeroportos.
    A fiscalização nas fronteiras do Brasil é pífia. O país tem em média um policial federal para cada 20 quilômetros de fronteira. Com tão pouca gente, é impossível impedir a entrada de cocaína, principalmente considerando-se que os países que concentram a produção mundial da droga são nossos vizinhos — Bolívia, Peru e Colômbia.

    13 – O Porto do Rio é uma peneira
    Somente 1% dos contêineres que passam pelo Porto do Rio são escaneados para a fiscalização do contrabando de armas e drogas. É uma omissão criminosa, pois 60% do tráfico de drogas se dá por via marítima. Nos demais portos brasileiros é a mesma coisa.
    O porto do Rio é o terceiro mais movimentado do país, atrás apenas de Santos e Paranaguá. No ano passado, passaram pelo terminal carioca 8,8 milhões de toneladas de cargas. Como é impossível fiscalizar todos os contêineres, a inspeção se dá por amostragem. Policiais que atuam no combate ao tráfico admitem que dependem de denúncia para flagrar carregamentos de drogas.

    14 – Quem manda nas cadeias são os bandidos
    As organizações criminosas comandam a operação na maioria dos presídios brasileiros. Elas cobram pedágios dos presos – pagos lá fora pelos familiares à organização -, planejam e coordenam ações criminosas.
    Em 2002, Fernandinho Beira-Mar e outros chefões do tráfico lideraram uma rebelião que terminou com quatro detentos mortos em Bangu 1. Os líderes da rebelião foram transferidos, mas a situação não se alterou muito. Nos últimos nove anos, sete diretores de presídio foram assassinados no Rio.

    15 – Os advogados são agentes do tráfico
    Eles têm acesso constitucionalmente garantido aos presos que defendem nos tribunais. Muitos usam esse direito para esconder seu real papel nas quadrilhas: o de levar ordens de execução e planos de ataque.
    Em 2007, a Polícia Federal descobriu que, mesmo trancafiado no presídio de segurança máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Fernandinho Beira-Mar continuava comandando seus negócios. Para isso, contava com a ajuda dos advogados e da mulher, também advogada, que o visitava constantemente na prisão. Ela acabou presa, com outras dez pessoas, numa operação da PF.


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