Publicado por: JotaAntunes | 18 novembro 2009

Pesquisa sobre desaparecidos no Estado do Rio de Janeiro…


FONTE:ISP
O banco de dados de pessoas desaparecidas no Estado do Rio de Janeiro foi trabalhado para que se conhecesse o perfil das vítimas de desaparecimento, utilizando, para tanto, alguns indicadores sócio-demográficos, tais como cor, idade e sexo.
Esses indicadores já foram analisados em uma fase preliminar da pesquisa e agora servem como base para novos estudos. Os chamados “cruzamentos” (comparação de fatores ou dados, gerando resultados ainda mais apurados) trouxeram novas características para o perfil que está sendo traçado das vítimas de desaparecimento.
Colocando em evidência um dado específico, o dia da semana em que os desaparecimentos foram registrados, o maior número está na sexta-feira. Nesse dia encontramos a maior incidência de registro de desaparecimentos masculinos (17,1%) e femininos (17,0%).
A segunda-feira também agrega muitas notificações de desaparecimentos de homens (15,7%). Note-se que sexta-feira e segunda-feira são os dias que antecedem e sucedem o fim de semana. Uma possível explicação para esse fato seria a constatação da pessoa como desaparecida pelos familiares ou outras pessoas próximas da vítima após esse período. Os desaparecimentos que envolvem mulheres, contudo, têm uma linearidade, e as porcentagens de registros são quase iguais durante toda a semana.
Comparar as vítimas de desaparecimentos com os dados de homicídio doloso no ano de 2007 considerando a variável “sexo” revela um padrão no qual os homicídios dolosos são mais frequentes entre os homens (91,9%) do que entre as mulheres (8,1%). Nos casos de desaparecimento, os homens são as maiores vítimas, com um percentual de 61,6% dos registros, contra 38,4% das ocorrências envolvendo mulheres. Mesmo que em ambos os casos a maioria vitimizada seja do sexo masculino, há que se notar que as taxas de desaparecimento e homicídios apresentam uma diferença muito significativa.
Destacando a variável “idade”, a comparação entre os dados de homicídio doloso com os dados sobre desaparecimentos mostra que 37,2% das vítimas de homicídio têm idade ignorada e 16,2% dos desaparecidos também. Com relação aos homicídios dolosos, as maiores taxas estão nas seguintes faixas de idade: de 20 a 24 anos, com 13,6%; 25 a 29 anos, com 12,8%; e 30 a 34 anos, com 9,2%. Já os desaparecimentos têm maioria nas seguintes faixas etárias: 15 a 19 anos, com 20,3%; 10 a 14 anos, com 11,9%; e 20 a 24 anos, com 8,7%.

Fonte: ISP. Pesquisa sobre pessoas desaparecidas do estado do Rio de Janeiro em 2007, 2009.
Essa fase da pesquisa sobre os desaparecidos no Estado do Rio de Janeiro, no ano de 2007, permitiu que fosse traçado o perfil dessas vítimas, envolvendo características gerais e específicas. Por exemplo, os dados provenientes dos estudos mostram a Região Metropolitana do Rio de Janeiro como a que mais concentra registros de desaparecimento, com 75,4% do total das ocorrências.
Sendo assim, a correlação com homicídios dolosos distancia esses dois fenômenos e comprova que há muito a ser investigado antes que a questão se esgote por meio de análises baseadas no senso comum. Novas análises serão produzidas e posteriormente divulgadas através deste site.

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“A tolerância é o pré-requisito para a coexistência pacífica de todos os povos da Terra e a única alternativa para o ódio que leva aos horríveis crimes contra a humanidade. O ódio é o lado maligno da tolerância…”

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