Publicado por: JotaAntunes | 31 outubro 2010

Desabafo de um Ex-Funcionário do Banerj – Aos Ex-bancários e outras estatais privatizadas



Por:Jotaantunes

Nota do Blogueiro:[CRISE]

 

“O homem se humilha se castram seus sonhos, seu sonho é sua vida, sua vida é o trabalho e sem o trabalho, o homem não tem honra e sem a sua honra se morre se mata….. “Mata…”

 

Gonzaguinha

Ser funcionário de um banco estatal nos idos dos anos 70, era a garantia certa de uma velhice tranquila aos 60 anos e com um salário que daria para VIVER.

“FHC e o PSDB simplesmente entregaram os bancos estatais aos bancos privados em um GRANDE NEGÓCIO DA CHINA”

Aqui no Estado do Rio de Janeiro com a demissão sumária de 14 mil trabalhadores A “parte boa” foi vendida ao Banco Itaú que arrematou o BANERJ por R$ 311.101.000,00, devendo ser ressaltado que 50% deste pagamento foram efetivados com as chamadas “moedas podres”.

Foi um verdadeiro esquartejamento do Banco do Estado do Rio de Janeiro S/A.

A propósito. Desse período sombrio vivido pelos verdadeiros mártires trabalhadores é oportuno lembrar que o Senado Federal de FHC em uma noite de 17/06/1997 corria contra o tempo já em plena madrugada. Lançando a própria sorte o maior patrimônio que é o ser humano – Fomos lançados ao limbo das pávidas geenas.

A Dor, o desespero, a indignação, a perplexidade, o abandono, a lenta justiça do trabalho e a desolação diante das incertezas quanto ao futuro, tomou corações e mentes de amargura.

Suicídios, cânceres, doenças cardiovasculares, psicológicas, etc. O Número de óbitos de mulheres e homens com 50 anos foram AVASSALADORAS.

Vergonha de alguns companheiros nas salas frias da Polícia Federal e das auditorias do INSS. Advogados inescrupulosos buscavam como abutres os fragilizados, com a promessa de “acelerarem” suas aposentadorias. Boa parte deu aos verdugos uma parcela de suas verbas rescisórias e ainda sofreram sanções penais.

Um verdadeiro caos emocional, não somente dos Ex-bancários, como também de seus familiares.  Não obstante claro, famílias foram destruídas.

Atenção Obs:
Caso algum funcionário de bancos estaduais e/ou estatais forem chamados para depor na auditoria do INSS ou na PF, não contratem advogados, salvo melhor juízo, se o escritório não for da sua inteira confiança. Se a companheira e o companheiro foram lesados no passado e provarem que seus bens, bem como sua renda é mínina para sua subsistência e, mal dá para sua sobrevivência, procurem imediatamente a Defensoria Pública Federal. Ali, tenho por certo, receberá todas as garantias processuais e informações gratuitamente.
Não se desespere, mantenha a fé no Grande Pai e Criador Universal.”

Prestei um concurso público, me preparei para tal: estudei um ano contabilidade, matemática financeira e datilografia. Não ingressei no BEG por indicação ou apadrinhamento político.

Desejo a FHC vida longa. Que chegue ele aos 100, em uma cadeirinha de rodas. Talvez assim, com a sua genialidade acadêmica, possa fazer uma autocrítica do mal que seu governo fez com 100 mil trabalhadores de bancos estatais e de outras estatais que também foram privatizadas. Para que ele se lembre da sua história, que ele abjurou…

COMO FHC E SERRA VENDERAM O BRASIL

O Sr. José Serra do PSDB, tocava o programa de privatização e era o responsável pela vendas das estatais brasileiras, quando foi ministro do planejamento do governo FHC. A matéria, da revista Veja de 03/05/1995, o que o Ministro Serra disse: “Estamos fazendo todo o possível para privatizar em alta velocidade”. Assim, conforme mostra as fotos abaixo, Serra bateu o martelo em leilões de privatização. A cada batida de martelo, bilhões do patrimônio público nacional eram retirados da mão do povo brasileiro e entregues a investidores privados.

Um crime de lesa pátria. Nesta foto, José Serra aparece batendo o martelo durante o leilão da companhia de eletricidade, a ESCELSA, em 1995. Nesta foto, José Serra bate o martelo e vende a companhia de eletricidade LIGHT. (Revista Veja do dia 29/05/1996), José Serra comemora a venda da LIGHT. Data: Revista Veja do dia 03/05/a revista narra o que disse FHC para Serra: “É preciso dizer sempre em todo lugar que esse governo não retarda privatização, não encontra NENHUMA PRIVATIZAÇÃO, e vai vender tudo o que der para vender”. Data: Revista Veja do dia07/02/ mostra que o José Serra garante a privatização da Vale do Rio Doce: “A descoberta dessa mina não altera em nada o processo de privatização. Só o preço,que poderá ser maior.”4Olhe o vídeo em que o FHC afirma que o Serra foi o que mais lutou a favor da privatização da Vale.

Vale:  http://www.youtube.com/watch?v=grbeuBaY9KkOBS:

Como sabemos a Vale do Rio Doce foi vendida por $ 3,2bilhões de Dólares. Esse valor corresponde ao lucro da empresa em apenas um semestre. Hoje, seu valor no mercado é de $ 196bilhões de Dólares, ou seja, entregaram de graça um patrimônio público. Quem fez isso não pode ser a favor do Brasil. Relação de empresas estatais brasileiras, privatizadas (entregues) pelo do governo neoliberal de FHC e José Serra, junto com governos estaduais da época, principalmente o do ex-governador Geraldo Alckmin:- AES SUL (CEEE Distribuição) – vendida para a empresa americana AES; – BANDEIRANTE Energia  vendida para o grupo Português EDP; – CELPE – vendida ao grupo espanhol Iberdrola; – CEMAR  vendida ao grupo americano Ulem Management Company; – CESP TIETE – vendida para a empresa americana DUKE; – CETEEP – vendida para a empresa estatal Colombiana ISA;  COELBA – vendida ao grupo espanhol Iberdrola; – CONGÁS – vendida ao grupo britânico British Gas/Shell; – COSERN – vendida ao grupo espanhol Iberdrola; – CPFL – vendida para o grupo brasileiro VBC; – ELEKTRO – vendida para a empresa americana ENRON;  ELETROPAULO – vendida para a empresa americana AES; – ESCELSA – vendida ao grupo português GTD Participações, juntamente com o consorcio de Bancos Iven S.A.- GERASUL – vendida para empresa Belga Tractebel; – LIGHT- vendida ao grupo francês e americano EDF/AES; – RGE – vendida para o grupo brasileiro VBC; – BAMERINDUS – vendido ao grupo britânico HSBC; – BANCO BANESPA – vendido ao grupo espanhol Santander; – BANCO MERIDIONAL – vendido para o Banco Bozano; – BANCO REAL – vendido ao grupo ABN-AMRO, hoje sob o controle do grupo Santander; – BEA (Banco do Amazonas S.A.) – vendido ao Bradesco; – BEG (Banco de Goiás) – vendido ao Itaú; – BANCO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO-BANERJ– Também vendido ao banco Itaú- CARAIBA – Mineração Caraíba Ltda.- CIA. VALE do RIO DOCE; 5- PQU (Petroquímica União S.A); – Empresas de Telecomunicação do grupo TELEBRAS: EMBRATEL, TELESP, TELEMIG, TELERG, TELEPAR, TELEGOIÁS, TELEMS, TELEMAT, TELEST, TELEBAHIA, TELERGIPE, TELECEARÁ, TELEPARÁ, TELPA, TELPE, TELERN, TELMA, TELERON, TELEAMAPÁ TELAMAZON, TELEPISA, TELEACRE, TELAIMA, TELEBRASÍLIA, TELASA. A maioria vendida a grupos internacionais: espanhol, italiano, mexicano e, algumas a um grupo brasileiro.

O que foi exposto ilustra claramente qual é a política econômica aser adotada, caso José Serra seja presidente. Uma política de venda do patrimônio público, sem nenhum pudor. Se Serra for o próximo presidente poderá bater o martelo para vender o que restou de nossas empresas: Petrobras, BNDES,Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Furnas, Chesf,Eletronorte, Eletrosul, dentre outras. Ele só precisa de mais quatro anos de governo para concluir o serviço que começou com o governo FHC. José Serra é o candidato da aliança partidária: PSDB, DEM e PPS.As privatizações comprovam que eles são os entreguistas do Brasil.




Nome: SIND EMPREGADOS DOS ESTAB BANCARIOS.
Atualizações
29/09/2009 – Recebidos os Autos.
Devolução da Carga efetuada pelo Advogado do Autor no (a) 037VT/RJ.
– RTOrd – redistribuído para 37a Vara do Trabalho do Rio de Janeiro com número 00618-1994-037-01-00-0
Data: 22/09/2009.

Número: 2009000001299518. Seção de Protocolo de 1ª Instância
02/06/2006 Alvará encaminhado ao banco 37a Vara do Trabalho do Rio de Janeiro Ronaldo Martins dos Santos
31/05/2006 Alvará 0501/06 R$ 39.955.295,36 BB

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Responses

  1. É claro que chorei ao ler esta nota. Só pra ilustrar, quero que imaginem o que aconteceu às famílias em que o casal trabalhava nessas estatais, como foi o meu caso. Ah mas a Dilma ganhou, e estou muito feliz por assistir a este espetáculo da verdade vencer a mentira. VIVA DILMA!!! SERRA: CHUPA QUE É DE UVA!

  2. Nunca é demais refrescar as memórias.Aplausos ao querido Antunes.Mas o que nos faz aguardar de Dilma? Também uma incognita!! Existe alguém no meio político em quem realmente podemos votar em conjunto e aguardar? Alguém lembra da Jandira ? (Feghali, assim que escreve?) Jurou apoio ao nosso funcionalismo, e depois …………
    Vou guardar minhas mazelas, hoje não adianta mais chorar. E não tem conserto.

  3. Parabéns por ter colocado a referida matéria na página da comunidade BANERJ DO ORKUT

    JOTAANTUNES
    Aos Ex-bancários e outras estatais privatizadas –
    https://abocalivre.wordpress.com/2010/10/31/aos-ex-bancarios-e-outras-estatais-privatizadas-dilma-13/
    7 nov (2 dias atrás)
    Carlos (Charles)
    Parabéns Antunes
    Excelente a matéria publicada aqui, essa foi a minha realidade e de muitos com a privatização do nosso Banco. A você só elogios por nos colocar sempre com os pés no chão. Ainda encontro colegas dentro de nossas Comunidades promovendo textos conclamando outros a te

  4. http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=626851

    Parabéns por ter colocado a referida matéria na página da comunidade BANERJ DO ORKUT

    JOTAANTUNES
    Aos Ex-bancários e outras estatais privatizadas –
    https://abocalivre.wordpress.com/2010/10/31/aos-ex-bancarios-e-outras-estatais-privatizadas-dilma-13/
    7 nov (2 dias atrás)
    Carlos (Charles)
    Parabéns Antunes
    Excelente a matéria publicada aqui, essa foi a minha realidade e de muitos com a privatização do nosso Banco. A você só elogios por nos colocar sempre com os pés no chão. Ainda encontro colegas dentro de nossas Comunidades promovendo textos conclamando outros a te

  5. Também participei do concurso público e entrei para o BANERJ, em 1977, por mérito próprio e planejava me aposentar com dignidade e conforto. É… difícil de aceitar essa droga de privatização como também é difícil de aceitar a “traição” dos que pareciam estar do nosso lado. Também votei em Dilma porque não voto em PSDB e DEM.Agora só me resta estudar para um novo concurso público. Antunes, parabéns pela matéria.

    • Obrigaduuuuu por seu comentário minha irmã !

      Lutemos por um Brasil melhor ao menos para nossos filhos e netos …

      Fique na paz!

  6. Posso garantir que nenhum gerente geral, gerete regional e suas assessorinas foram vítimas.

    Posso garantir que esses não votam em Dilma , não votaram.
    Claro com o pisso de 13 mil. estão com o boi na sombra.

  7. Grato Jota Antunes e concordo com Luiz Gomes de Sá e nessa eleição o que me deixou muito entristecido, aqui em São Paulo, foi receber de colegas, que também foram vítimas, emails defendendo a tucanada canalha com textos caluniosos contra a candidata Dilma. Alguns, infelizmente, eu cancelei os contatos, outros não, por ter vínculos de amizade muito forte.

  8. Quantos gerentes regionais ficaram milionários.
    Os puxas sacos não falaram nada.
    A Grande preocupação eram a vendas dos seguros e cartões de créditos.
    O Funcionalismo ficou calado.Só meia dúzia denunciavam.
    O Banerj acabou tarde.
    Os grandes culpados fora o coletico da classe funcional também.

  9. Brilhante seu texto.
    Dá para chorar da tão trsite história.
    Será que os diretores do nosso sindicato pensam o mesmo.Ou estão com o “boi na sombra”.E ai, meu caro Jota !
    valeu os bons momentos quando o sindicato era realmente participativo.

  10. Boa Antunão

    Devemos colocar a boxca no trobone mesmo

    Os FDP dos gerente e tda quadrilha estão ai recebendo o teto do estado.
    Nós humildes servidores não.

  11. Caro´amigo

    Como escreveu o colega; “Dá para chorar”

    • Sérgio Cabral pela terceira vez,dia 18 de abril vai leiloar segundo coluna Anselmo Goes . O tal governador vai tentar arrecadar R$ 900,OO milhões.Já sabe qiem vai ficar ?

      Por 3 anos a folha de pagamentos dos servidores do estado.

  12. O poema de Antero de Quental – O Palácio da Ventura

    Sonho que sou um cavaleiro andante.
    Por desertos, por sóis, por noite escura,
    Paladino do amor, busco anelante
    O palácio encantado da Ventura!

    Mas já desmaio, exausto e vacilante,
    Quebrada a espada já, rota a armadura…
    E eis que súbito o avisto, fulgurante
    Na sua pompa e aérea formusura!

    Com grandes golpes bato à porta e brado:
    Eu sou o Vagabundo, o Deserdado…
    Abri-vos, portas d’ouro, ante meus ais!

    Abrem-se as portas d’ouro, com fragor…
    Mas dentro encontro só, cheio de dor,
    Silêncio e escuridão – e nada mais!

  13. Meu bom antunes.
    Estou chorando como minha amiga antonia..
    Eu entendo seu desespero e dor ..
    bjus meu amigo

  14. Boa tarde Antunes,

    veremos se vai haver um compromentimento por parte das autoridades.
    Que não fique só em palavras

  15. Meu sonho foi embora desde 1997

    Uma verdadeira história de um Banco que um dia foi estável.
    Triste. Sim caro amigo muito triste

  16. Meu companheiro Antunes
    Posso entender perfeitamente sua luta e revolta

  17. Recortei da REVITA VEJA- Leia com atenção caro Jotaantunes,
    Superfaturamento — No Banerj, houve desperdícios astronômicos. Fazendo a faxina do banco estatal, o Bozano, Simonsen encontrou absurdos como contratos de prestação de serviços superfaturados, alguns deles motivados por interesses políticos. As empresas que faziam o transporte de valores do banco, por exemplo, cobravam do Banerj o dobro do que as instituições privadas pagavam pelo mesmo serviço. A manipulação dos cofres do banco chegava ao exagero de patrocinar times de futebol do interior do Rio Grande do Sul, região de origem do ex-governador do Rio Leonel Brizola. Na década de 80, o banco chegou a ter mais de 17.000 funcionários, um tremendo cabide de emprego. Em 1987, o Banco Central interveio na instituição, prestes a entrar em colapso, com rombo acumulado de 1,6 bilhão de dólares. A intervenção do BC durou um ano e cinco meses. Mas o banco não se recuperou. Sete anos depois, em dezembro de 1994, foi decretada nova intervenção. Na época, o Banerj tinha gastos fixos oito vezes maiores que sua receita. Só os empréstimos concedidos ao próprio governo estadual resultaram num buraco de 400 milhões de reais.

  18. Devemos lembrar que o BANERJ sempre foi um banco muito atrás de todos os demais bancos. Fazia discriminação dos seus clientes com o chamado CHEQUE-VERDE, impondo um apartheid em suas próprias agências. As filas do povo sem cheque-verde eram exageradamente mais longas (nem dá pra se fazer um paralelo com as segmentações atuais dos bancos). Além disso, não dispunha de maquinário para saques, somente brontossauros cinzas para saldos e extratos até chegar a gestão Bozano, Simonsen.

    Não dá pra ficar sonhando com um tempo que graças a Deus não volta mais. O banco funciona pessimamente e seus funcionários (pelo menos na agência IRAJÁ) faziam corpo mole até as 15h30, quando subitamente engatavam a quarta marcha e zeravam a fila até o horário de fechar a agência.

    O Estado do RJ livrou-se de um passivo enorme, um banco falido na mão do governo, da previdência do BANERJ que era uma mãe aos funcionários. Vejam o caso da GM e VARIG – dá para quebrar uma empresa pensando no melhor pros seus funcionários.

    Venderam a parte boa sim, o estado a princípio manteve a má. O governo federal impediu com a venda que o Estado do RJ se endividasse ainda mais ou, pior, que “emitisse moeda” via empréstimos ao estado. Neste ano, venderam a parte boa por uma ótima soma ao Bradesco. Soma esta que, somadas ao recebido de 1997, foi um excelente negócio ao Estado do RJ.

    Temos de analisar que não é tautologia falar de funcionário e povo: a estrutura de privilégios dada aos funcionários não traz nem trazia benefícios ao povo, que deveria ser o maior beneficiário do Banco Estadual. Só, ao contrário, serviu para criar uma elite que, claro, agora reclama do seu benefício retirado. C’est la vie.

    Abraços a todos.

    • Não estou morrendo de fome Caro TRL. Só sei certo que, estudei prá cacete. Passei em um concurso público. Sempre tive bons cliente e, eu fui um bom trabalhador. Lutei contra a ditadura, fui preso, torturado e transferido para a Agência Paquetá como castigo.
      Quanto aos outros. Inclusive os janeleiros. Cada um no seu quadrado. Onde estava o Senhor ou senhora no anos terríveis da DITADURA?
      Lutando contra? Ou, ao lado dos militares ???? Que responda vossa consciência !!!

      • Poxa, Sr. JotaAntunes, eu na ditadura estava em lugar nenhum: nasci em 1985, às barbas da Nova República, mas passei várias e várias horas (ainda criança!), na fila do BANERJ irajá (Agência 023) tentando junto ao meu pai (professor do estado) pagar as contas de casa e tentando sacar o suado dinheirinho dele.

        Realmente, são anos que não posso deixar de lembrar até hoje como adulto, para que não tenhamos saudade desses tempos. Afinal, devemos sempre pensar com otimismo no futuro. Pode-se até ter saudade do BANERJ como símbolo estadual e tal, mas como símbolo de um banco…. não dá.

        Para quem não conhece, aliás, hoje diria que o que “lembra” o BANERJ, ou seja, o que chega mais perto em filas seria a Caixa Econômica Federal.

        Aliás, devemos lembrar do Sr. Cibilis Viana, Brizola et caterva, que enterraram o BANERJ financeiramente.

        Abraços a todos.

  19. Quanto ao Banerj temos que agradecer aos Ex-Vices, funcionários de carreira, que permitiram e ajudaram na negociata do Itau.
    A parte podre deixaram para o Estado e filé foi para o Itau escolhido.
    Isso saiu de graça?
    Como se não bastasse agora querem perpetuar no Conselho da CABERJ
    comprando, vendendo, construindo …etc. uma mamata.
    Qual é a sua opinião Sr. José Antunes

  20. Minha falecida mãe ingressou no BEG Banco do Estado da Guanabara em 08 de março de 1972 aos 19 anos. Graduada no curso técnico de contabilidade de nível médio pela velha e lendária faculdade Moraes Junior.
    Prestou concurso publico também para o banco do Brasil o antigo BNH.
    Pasmem os senhores leitores do seu blog caro Jotaantunes. Minha mãe optou por ser bancária do BEG- O salário inicial era superior aos outros bancos federais.
    Já em 1975 ela se forma e economia por uma das mais respeitadas instituições de ensino. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC – Rio)- Sua Pós-graduação logo adiante e seu mestrado foram na Fundação Getúlio Vagar (FGV), do Rio de Janeiro- Pensava ela que iria fazer uma carreira brilhante como economista no BEG. Em 1975, fundido com o BERJ (1975). 1976/1977/1978 O pessoal do BERJ toma de assalto político todos os cargos na administração do BANERJ- cadernetas de poupança como Letra, Delfim, banco Halles, Banco Nobre e/ outras foram incorporas ao BANERJ.
    Estou escrevendo tais fatos, pois, minha mãe faleceu em 1998 vítima de um câncer na parede torácica, (diafragma)
    Estou aqui fazendo esse relato, pois, em seu leito da morte minha mãe escreveu toda história em algumas folhas de papel em seu leito de morte. Meu amigo virtual, não vou entrar em maiores detalhes. Porém acredito que vc não anda chorando o “leite derramado”.
    Só para concluir. ELA morreu sem receber uma ação de equiparação salarial que se arras desde 1994- Sabe qual era seu paradigma? Uma funcionária oriunda de umas dessas cadernetas encampadas pelo SIB- Sistema Integrado BANERJ. Forte abraço!


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