Publicado por: JotaAntunes | 7 abril 2011

MACONHA-Legalizar ou não ? Eis a questão-“Dizem que é muito saboroso”, diz Tarso Genro sobre maconha


Aldeia Yawalapiti (Xingu) - O ministro da Justiça, Tarso Genro, fuma cigarro oferecido pelos xamãs indígenas que participam do Kuarup, cerimônia em homenagem aos mortos ilustres do Parque Indígena do Xingu Foto: Radialista - Beth Begonha/ABr 18 de Agosto de 2007

Extraído de: 24 Horas News – 8 horas atrás
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), defendeu nesta quarta (6) que a maconha receba um tratamento mais tolerante do que outras drogas.

A defesa da “regulação” –que deveria ser precedida de estudos científicos, segundo ele– foi feita durante palestra a estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

Ex-ministro da Justiça no governo Lula, o petista, no entanto, apresentou objeções à legalização do comércio porque o dinheiro gerado com a venda da droga é a fonte de poder do tráfico.

Tarso comparou a maconha com outras drogas e a malefícios do cigarro. “As pessoas terem tolerância com a cannabis sativa [nome científico da maconha] é diferente da heroína. Muitos especialistas dizem que a maconha faz menos mal que o cigarro. Eu nunca vi alguém matar por ter fumado um cigarro de maconha”, disse.

Ao falar de sua experiência pessoal, Tarso, 64, negou ter fumado maconha na juventude. Não por falta de vontade, ressalvou ele, mas porque vivia como clandestino durante a ditadura militar (1964-1985).

“Na minha época, a gente não fumava maconha não por não ter vontade, mas porque as condições de segurança em que a gente vivia na clandestinidade”, afirmou. E completou: “Mas dizem que é muito saboroso”.

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, surpreendeu a platéia e deixou perplexos assessores no final da manhã desta quarta-feira em Porto Alegre. Ele fez algumas considerações sobre drogas durante uma aula magna que proferiu no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O tema da palestra era ‘Universidade e o futuro da República’.
Diante do auditório lotado, o ex-ministro da Justiça, ao responder a uma questão genérica sobre o assunto, defendeu que seja feita uma distinção nas questões referentes às drogas, de forma que se discuta cientificamente o que compromete a saúde e a sanidade mental. “Por exemplo, as pessoas terem tolerância com a cannabis sativa é diferente do que com a heroína. A maconha há especialistas que dizem que faz menos mal do que cigarro. Dizem. Eu nunca vi uma pessoa matar por ter fumado um cigarro de maconha.”
Foi o suficiente para que fosse interrompido por risos e aplausos. Tarso havia começado sua resposta avaliando que a legalização das drogas não ajuda a combater o que considerou “um quadro de transformação da droga em dinheiro, dinheiro em droga, droga em poder, poder em política e assim por diante”. E descreveu a situação como um elemento de crise civilizatória para o qual não sabe avaliar qual a melhor saída.
Animado com a empolgação da platéia, contudo, o governador aproveitou a oportunidade para falar sobre situações pessoais e lembrar momentos de sua trajetória. “Não tenho nenhum preconceito. Na minha época, a gente não fumava maconha, não era porque não tivesse vontade, era porque as condições que a gente vivia e trabalhava na clandestinidade (era a época anterior ao golpe militar e, depois, a da ditadura) não era preciso adicionar mais nenhuma questão de insegurança. Dizem que é muito saboroso.”
O governador já havia deixado a platéia surpresa quando, na parte final de sua palestra, se emocionou e começou a chorar, soluçando, ao citar um fato ocorrido com o líder sul-africano Nelson Mandela: “Desculpem, sempre que eu falo no Mandela, faço fiasco.” Tanto o choro como as declarações sobre drogas aconteceram após Tarso ter feito uma palestra considerada por boa parte dos ouvintes como hermética, e na qual foram recorrentes citações e referências a intelectuais como Karl Marx, Immanuel Kant e Martin Heidegger.

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Responses

  1. não sei por que tamanha perplexidade diante de mais um tabu que insiste e se manter de pé.


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