Publicado por: JotaAntunes | 23 agosto 2011

Convite a leitura – Assédio moral no trabalho


Imagem Internet


O número de processos investigatórios instaurados pelo Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro aumentou 588,2% nos últimos quatro anos. No Brasil, é cada vez maior o número de pessoas que enfrentam assédio moral no trabalho. Assédio moral é quando um trabalhador se expõe a situações humilhantes e constrangedoras pelo patrão ou chefe várias vezes durante seu período de trabalho. Não consiste em um fato isolado, mas em ações que se prolongam no tempo e que são humilhantes, desprovida de ética e que desestabiliza o funcionário.
O psicólogo Lindomar Darós aponta que é uma relação de poder distorcida entre a hierarquia superior e os subordinados. Como quando há uma cobrança excessiva, inclusive exigindo a repetição da tarefa sem necessidade por várias vezes; pedidos frequentes para se chegar antes do horário e executar um serviço que não é adequado à função; além da desqualificação do trabalho do empregado com ofensas ou com atribuição de tarefas menores. Junto a isso vem a dificuldade de lidar com o problema: a vivência repetida e prolongada de circunstâncias humilhantes e vexatórias durante a jornada de trabalho, como exigência de missões impossíveis, delegação de tarefas inexpressivas, desqualificação do empregado, perseguição e desrespeito às atribuições estabelecidas por contrato.
Estabelecer metas impossíveis de se realizar, cobrar por elas de maneira vexatória, atacar à vida pessoal, limitar idas ao banheiro e dificultar o acesso ao material de trabalho são outros exemplos comuns de assédio moral e que dependendo do grau em que isso se encontra pode destruir a carreira do funcionário. Sair desses constrangimentos é delicado e muitas vezes as pessoas por medo de perder o emprego ficam guardando essa situação. A conduta ilícita acaba se transformando em perseguição e violência psicológica. A vítima do assédio costuma ser isolada do grupo sem mais explicações e passa a ser hostilizada, ridicularizada e desacreditada diante da equipe. “O objetivo desse tipo de chefe é que o funcionário troque de departamento ou se sinta forçado a desistir do emprego. O assédio é muito praticado na esfera pública, onde o empregado não pode ser demitido sem solenidade”, diz o procurador Wilson Prudente.
Por mais complicado que seja, é preciso procurar ajuda. O psicólogo Lindomar Darós aconselha que, se possível, o empregado procure o chefe ou um funcionário de cargo intermediário com quem possa conversar. “É importante mapear as pessoas em quem se confie e tentar esclarecer, da melhor maneira, como as coisas devem ser, quais são suas funções, qual é o seu horário e o que não é o seu trabalho. Estabelecer território.” Mas como fazer isso sem piorar a situação e acabar provocando ainda mais um clima de perseguição dentro da empresa? Segundo a consultora de comportamento profissional do Etiqueta Empresarial Maria Aparecida Araújo, o tom não deve ser de crítica, vingança ou ameaça e, sim, de alguém que espera ver seu problema tratado com a devida atenção.
Ela recomenda ainda que o funcionário junte documentos que provem o assédio moral e leve os papéis para a conversa. “Inicialmente, é necessário que o funcionário traga elementos concretos e não afirmações fortuitas. Recomendo que ele colha o máximo de elementos para basear a sua acusação. Isso pode ser feito através de e-mails trocados com a pessoa que o estiver assediando, gravação de conversas e filmagem oculta. Com os documentos em mãos, a conversa por si só tomará um aspecto mais sério, evitando a necessidade de sair do tom e qualquer tipo de exaltação”. O ideal é procurar alguém do setor de Recursos Humanos para expor o assunto. “Informe o fato, solicitando providências. Nessa oportunidade, o empregado deverá estipular um prazo para voltar a procurar essa pessoa, a fim de obter um relato das medidas tomadas e soluções efetivas para a eliminação do problema”.
E você? Já passou por alguma experiência parecida?

Fonte: Portal MSN

Anúncios

Responses

  1. Ôpa! Passei e passo ainda por esta situação e é por isso que cheguei até aqui. Onde comentam o assunto procuro expor minha experiêcia, infelizmente, como vítima destes doentes.
    Estou na situação de isolamento dos outros trabalhadores. Tipo uma solitária. Sem tarefas, saio pra almoçar e volto. Triste não?
    Mas eu tento manter mente e, fora do serviço, corpo ocupados. Também fui atrás de meus direitos, fiz denúncia em tudo quanto é órgão que possa ajudar. Por enquanto estão muito devagar, mas não desisto.
    Quanto a empregadores que deixam este tipo de empregado no comando, só tenho a dizer que, além dos agressores, também são imbecís.
    Na maioria das vezes a intenção de agredir moralmente é para forçar o empregado a pedir demissão e não arcar com despesas por estas demissão.
    Acontece que se for caracterizado o Assédio Moral numa ação trabalhista, o dano financeiro será bem maior.
    E porque diabos um “chefe” fica perdendo saliva e tempo para deixar um trabalhador improdutivo ainda mais improdutivo com suas agressões. Não é uma tremenda burrice desestabilizar, isolar, ou sei lá oque para com um empregado, já que a empresa está pagando pelo seu dia de trabalho.

    Conclusão
    Quem comete assédio é um doente e deve ser tratado ou desligado da empresa e é o empregado quem deve mostrar isto para o RH da empresa. Um RH eficiente percebe isso. Porque como um empregado que produzia numa boa tem uma caída? Alguma coisa errada vai achar entrevistando este empregado.

    Empresas que têm empregados que cometem Assédio Moral só tem a perder. Já ouviram aquela história do marketing sobre 1 cliente satisfeito lhe trará mais 3 cliente e MKT negativo, idem.


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Categorias

%d blogueiros gostam disto: