Publicado por: JotaAntunes | 17 agosto 2017

Juliano Moreira: um psiquiatra negro frente ao racismo científico


Memória

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Juliano Moreira (1873-1933), baiano de Salvador, é frequentemente designado como fundador da disciplina psiquiátrica no Brasil. Sua biografia justifica tal eleição: mestiço (mulato), de família pobre, extremamente precoce, ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia aos 13 anos, graduando-se aos 18 anos (1891), com a tese “Sífilis maligna precoce”. Cinco anos depois, era professor substituto da seção de doenças nervosas e mentais da mesma escola. De 1895 a 1902, freqüentou cursos sobre doenças mentais e visitou muitos asilos na Europa (Alemanha, Inglaterra, França, Itália e Escócia).1

De 1903 a 1930, no Rio de Janeiro, dirigiu o Hospício Nacional de Alienados. Neste, embora não fosse professor da Faculdade de Medicina do Rio, recebia internos para o ensino de psiquiatria. Aglutinou ao seu redor médicos que viriam a ser, eles também, organizadores ou fundadores na medicina brasileira, de diversas especialidades: neurologia, psiquiatria, clínica médica, patologia clínica, anatomia patológica, pediatria e medicina legal, tais como Afrânio Peixoto, Antonio Austragésilo, Franco da Rocha, Ulisses Viana, Henrique Roxo, Fernandes Figueira, Miguel Pereira, Gustavo Riedel e Heitor Carrilho, entre outros.2

Um aspecto marcante na obra de Juliano Moreira foi sua explícita discordância quanto à atribuição da degeneração do povo brasileiro à mestiçagem, especialmente a uma suposta contribuição negativa dos negros na miscigenação. A posição de Moreira era minoritária entre os médicos, na primeira década do século XX, época em que ele mais diretamente se referiu a esta divergência, polemizando com o médico maranhense Raimundo Nina Rodrigues (1862-1906). Também desafiava outro pressuposto comum à época, de que existiriam doenças mentais próprias dos climas tropicais.3,4

Convém ressaltar que a teoria da degenerescência nunca seria colocada em questão por Moreira, mas apenas os seus fatores causais. Para ele, na luta contra as degenerações nervosas e mentais, os inimigos a combater seriam o alcoolismo, a sífilis, as verminoses, as condições sanitárias e educacionais adversas, enfim; o trabalho de higienização mental dos povos, disse ele, não deveria ser afetado por “ridículos preconceitos de cores ou castas (…)”.4

Em seu discurso de posse, ao ser aprovado no concurso para professor da Faculdade de Medicina da Bahia, em maio de 1896, Moreira descreveu de forma tão elegante quanto contundente o que parece ser sua experiência pessoal com relação ao marcante preconceito de cor na sociedade brasileira de então. Endereçando-se “(…) a quem se arreceie de que a pigmentação seja nuvem capaz de marear o brilho desta faculdade (…)”, disse: “Subir sem outro bordão que não seja a abnegação ao trabalho, eis o que há de mais escabroso. (…) Em dias de mais luz e hombridade o embaçamento externo deixará de vir à linha de conta. Ver-se-á, então que só o vício, a subserviência e a ignorância são que tisnam a pasta humana quando a ela se misturam (…). A incúria e o desmazelo que petrificam (…) dão àquela massa humana aquele outro negror (…)”2 (págs.17-18).

Resumidamente, pode-se dizer que, de meados do século XIX até cerca de 1910, o país se definia prioritariamente pela raça, isto é, as discussões sobre o caráter nacional e o futuro da nação passavam pela solução dos problemas atribuídos à miscigenação do povo brasileiro. A partir da década de 1910, e especialmente após o fim da Primeira Guerra Mundial, o movimento pelo saneamento rural do Brasil ganhou força, e se deslocou o foco para a doença ou as doenças dos brasileiros. Um Brasil desconhecido seria revelado a partir de expedições de órgãos do governo, como as de Cândido Rondon, do Mato Grosso ao Amazonas, em 1907 e 1908, e as expedições científicas de Oswaldo Cruz. A famosíssima frase do médico Miguel Pereira, “O Brasil é um imenso hospital”, dita em 1916, marcou o início deste movimento. A exprobração à mestiçagem e ao nosso clima tropical cedeu lugar à condenação ao governo por abandonar as populações interioranas; seu atraso passou a ser atribuído ao isolamento geográfico e às infestações por doenças parasitárias, especialmente ancilostomose e doença de Chagas. Ao mesmo tempo, intensas campanhas sanitárias eram coordenadas por Oswaldo Cruz, contra a febre amarela e contra a varíola, doenças que espantavam muitos visitantes e imigrantes do Brasil. A doença tornou-se a chave para a identificação do Brasil, a higienização sua possibilidade de redenção.5 A ciência, mais especificamente a medicina, tendeu, então, a se auto-representar como norteadora do processo de definição da nacionalidade e da modernização do país.6

O contexto político e cultural de sua época deve ser considerado quando se analisa a obra e a atuação de Juliano Moreira. Ele alinhou-se às correntes que então representavam a modernização teórica da psiquiatria e da prática asilar. Demonstrou isto em sua filiação à escola psicopatológica alemã ¾ foi divulgador da obra de Kraepelin ¾ e nas mudanças que introduziu quando assumiu o Hospício Nacional de Alienados.

Como ele mesmo descreveu, foram estas as mudanças: instalação de laboratórios de anatomia patológica e de bioquímica no hospital; remodelação do corpo clínico, com entrada de psiquiatras/neurologistas e outros especialistas (de clínica médica, pediatria, oftalmologia, ginecologia e odontologia); a abolição do uso de coletes e camisas de força; a retirada de grades de ferro das janelas; a preocupação com a formação dos enfermeiros; o grande cuidado com os registros administrativos, estatísticos e clínicos, entre outros. Sua atuação institucional incluiu a organização da “Assistência aos Alienados”, mais tarde Serviço Nacional de Assistência aos Psicopatas, tendo redigido, em 1903, uma proposta de reforma do Hospício Nacional e insistido junto ao governo para a aprovação da legislação federal de assistência aos alienados, promulgada em 22/12/1903.7,8

Sua extensa obra escrita abrangeu várias áreas de interesse; inicialmente, publicou estudos nas áreas de sifiligrafia, dermatologia, infectologia e anatomia patológica. A seguir, concentrou-se cada vez mais nas doenças nervosas e mentais, em descrições clínicas e terapêuticas, escreveu sobre modelos assistenciais e sobre a legislação referente aos alienados, discutiu a nosografia psiquiátrica e estudou as histórias da medicina e da assistência psiquiátrica no Brasil. Tinha especial interesse pela então chamada “psiquiatria comparada”, ou seja, as manifestações das doenças mentais em culturas diversas, como atesta a sua correspondência com Emil Kraepelin.9

Seu espírito aberto e inquieto não ignorou a psicanálise; tendo domínio do alemão, conhecia as obras de Freud e tinha uma avaliação crítica delas. Numa resenha em que elogiou o livro de Franco da Rocha, “O pansexualismo na doutrina de Freud” (1920), referiu que a Sociedade Brasileira de Neurologia vinha promovendo palestras de divulgação da psicanálise e comentou, com sua ironia peculiar, que esta era pouco conhecida no país porque “No Brasil, em geral os colegas, em obediência à lei do menor esforço, aguardam que as idéias e as doutrinas passem primeiro pelo filtro francês para que nos dignemos a olhá-las contra a luz (…)”.10

Ao longo de toda sua vida, participou de muitos congressos médicos e representou o Brasil no exterior, na Europa e no Japão. Foi membro de diversas sociedades médicas e antropológicas internacionais; fundou, em colaboração com outros médicos, os periódicos Arquivos Brasileiros de Psiquiatria, Neurologia e Medicina Legal (1905), Arquivos Brasileiros de Medicina (1911) e Arquivos do Manicômio Judiciário do Rio de Janeiro (1930) e a Sociedade Brasileira de Psiquiatria, Neurologia e Medicina Legal (1907).

Finalizando, para melhor entender a atuação de Juliano Moreira deve-se recordar que, nas primeiras décadas do século XX, a medicina brasileira acreditava ser capaz de dirigir o processo de modernização e sanitarização do país. Assim também cria Juliano Moreira e sua atuação foi coerente com esta visão; para ele, o principal papel da psiquiatria estava na profilaxia, na promoção da higiene mental e da eugenia. Em que pese o caráter francamente intervencionista deste projeto médico, não se pode negar o brilhantismo, a coragem e a originalidade deste fundador da psiquiatria brasileira.

Ana Maria Galdini Raimundo Oda e Paulo Dalgalarrondo
Departamento de Psicologia Médica e Psiquiatria da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp

Referências

1. Carvalhal LA. Loucura e Sociedade: o pensamento de Juliano Moreira (1903-1930) [monografia de bacharelado em História]. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro; 1997.

2. Passos A. Juliano Moreira (vida e obra). Rio de Janeiro: Livraria São José; 1975.

3. Moreira J, Peixoto A. Les maladies mentales dans le climats tropicaux. Arq Bras Psiquiatr Neurol Ciênc Afins 1906;II(1):222-41.

4. Moreira J. A luta contra as degenerações nervosas e mentais no Brasil (comunicação apresentada no Congresso Nacional dos Práticos). Brasil Médico 1922;II:225-6.

5. Lima NT, Hochman G. Condenado pela raça, absolvido pela medicina: o Brasil descoberto pelo movimento sanitarista da primeira república. In: Maio MC, Santos RV, organizadores. Raça, Ciência e Sociedade. Rio de Janeiro: Fiocruz; 1996. p.23-40.

6. Schwarcz LM. O espetáculo da miscigenação. In: O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil, 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras; 1993. p.11-22.

7. Moreira J. Notícia sobre a evolução da assistência a alienados no Brasil (1905b). Arq Bras Neuri Psiquiatr 1955; edição especial.

8. Arquivos do Manicômio Judiciário do Rio De Janeiro ¾ Professor Juliano Moreira. Arq do Manicômio Judiciário do Rio de Janeiro 1933;IV(1-2):3-20.

9. Dalgalarrondo P. Cartas de Juliano Moreira a Emil Kraepelin. In: Civilização e Loucura: Uma Introdução à História da Etnopsiquiatria. São Paulo: Lemos; 1996. p.117-24.

10. Moreira J. Resenha de O pansexualismo na doutrina de Freud, de Franco da Rocha. Brasil Médico 1920;XXIII (6):365-6.

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Publicado por: JotaAntunes | 17 agosto 2017

Clínica Dra. Lêda Villas Bôas – INDICA !


Publicado por: JotaAntunes | 29 julho 2017

Clínica Dra. Lêda Villas Bôas – Apresenta : Beleza por favor


São solicitados os níveis hormonais em sangue, de estradiol, testosterona total e hormônio fsh como valoração inicial, e são repetidos quatro meses depois de haver implantado o pellet. De acordo com os níveis individuais e, principalmente, com a valoração estrita da sintomatologia da paciente, é decidido quando aplicar o outro pellet e continuar assim pelo tempo que a paciente decidir que já se sente bem. Isto pode durar entre dois a cinco anos. Ao oferecer um efeito antienvelhecimento, as pacientes respondem se sentindo muito bem, em especial a sua libido aumenta, elas têm uma melhor qualidade do sono, maior nível de energia, estabilidade no estado de ânimo, melhoria do sistema imunológico, diminuição das dores articulares, melhoria da pele, unhas e cabelo, e outros.

Quais requisitos são solicitados à paciente para poder lhe aplicar a terapia com hormônios bioidênticos?

História clínica completa e valoração hormonal completa.

Existem contraindicações para o uso de hormônios bioidênticos e são as mesmas da terapia hormonal habitual: histórico pessoal de câncer de mama ou uterino, histórico familiar com um ou mais familiares diretos com câncer de mama, histórico pessoal de tendência a coágulos no sangue, tromboflebite crônica, fibromas uterinos maiores de dois centímetros e endometriose ativa.

Pode ser aplicado este tratamento ou outro semelhante a homens com déficit de testosterona?

Existem estudos que demonstram resultados prometedores ao aplicar pellets de testosterona bioidêntica em homens, praticamente sem efeitos secundários.

Membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética e palestrante nos mais importantes eventos do setor, a Dra. Lêda Villas Bôas formou-se na Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, onde nasceu. Com especialização em Clínica Médica, a Dra. Lêda iniciou sua vida profissional na usina de cana-de-açúcar União Indústria, no município de Escada, a 63 km do Recife. Lá, ela estruturou o sistema de atendimento aos operários com base nas normas de Higiene e Medicina do Trabalho. Foi o primeiro dos muitos desafios da sua carreira.

SAÚDE PÚBLICA
O desafio seguinte da Dra. Lêda foi coordenar o programa de imunização contra a poliomelite na época em que era assistente do Secretário de Saúde de Pernambuco. Seu trabalho chamou a atenção da Fundação Serviços de Saúde Pública, que a convidou para coordenar um centro de treinamentos para médicos no Rio.

Clínica Dra. Lêda Villas Bôas – Rua Carlos Góis 375/103 – Leblon, Rio de Janeiro, Brasil
Telefones: (55 21) 2249-2696


Causou profunda comoção na sociedade paraibana e na sociedade pernambucana a notícia da morte do médico gastroenterologista Waldir Pedrosa de Amorim, que suicidou-se domingo, pulando de um edifício no Cabo Branco, em João Pessoa, onde residia. Considerado um dos mais conceituados e abalizados especialistas em gastro, casado e pai de filhos recém-formados em Medicina, Waldir Pedrosa era natural de Pernambuco mas atuou como professor adjunto de gastroenterologia na Universidade Federal da Paraíba, bem como na pesquisa, incentivo e especialização em hematologia. Pessoas próximas ao médico revelaram que ele se encontrava em quadro depressivo. A notícia foi divulgada pela colunista Hélia Botelho em seu site na internet, destacando o pesar de segmentos da sociedade com o infausto acontecimento.
Waldir Pedrosa de Amorim deixou, também, livros de poesia publicados, versando sobre a vida e o amor, com títulos como “O Avesso da Pele”, bem como “Poemas e Solilóquios”. A família não divulgou maiores informações ou esclarecimentos a respeito da morte de Waldir Pedrosa, mas várias pessoas que conviveram com ele externaram condolências em manifestações nas redes sociais, destacando a sua abnegação e dedicação ao sacerdócio da medicina, bem como ao aprofundamento de pesquisas na especialidade a que se dedicava.
Nonato Guedes

– See more at: https://osguedes.com.br/comocao-com-morte-do-medico-waldir-pedrosa-de-amorim/#sthash.vJEmmTt2.dpuf
No último domingo o médico e ex-professor universitário, Waldir Pedrosa Amorim de 68 anos faleceu ao cair do prédio em que vivia no bairro do Cabo Branco, em João Pessoa. Antes de falecer Waldir escreveu uma carta direcionada à delegada do idoso onde pedia uma maior atenção à casos envolvendo homens idosos e relatava toda sua experiência recente. Na carta é possível ver que o médico se encontrava atormentado pelo problema passava e incomodado com tratamento que vinha recebendo da justiça. Em alguns trechos de sua carta Waldir se descreve como um homem frágil, leia a carta completa abaixo:
Dra. MM. Vera Delegada do Idoso, defendam o idoso e filtrem a Delegacia da Mulher, que recebe casos sem filtro de toda a parte feminina. Sou vítima de um destes, minha consciência e rigidez, me fará pagar com a vida, com minha consciência, e com a idoneidade que sempre tive, assumi, adjunto ao profissionalismo diante da comunidade de toda a Paraíba e do Brasil. Foram longos anos de probidade e um legado humano e médico em favor dos meus clientes de qualquer parte.
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Tive filhos, ex-esposa e agregados em favor da ética . Esta TRADUZ-SE , nos meus filhos, ex-esposa e agregados.Nunca visamos o lucro de qualquer espécie, senão, tratar o ser humano como tal, com proficiência e integridade. Vejo-me diante de um quadro Kafkiano, as 1ªs prerrogativas de agressão à mulher, são falhas, no sentido de que; não agredi, defendi-me o quão levemente de uma ação coercitiva, da mulher Tatianne Mendes Lomonaco, com a qual tivera um relacionamento amoroso, fugaz, pois havia terminado.
Esta Tatianne que não desejava considerar-me namorado, mas, marido, união estável, o que lá lhe aprouvesse, desde o início . Não percebi a artimanha a bom tempo; senão, com o passar das rusgas e da minha fragilidade. Sim, nós homens, e especialmente idosos, somos frágeis e vulneráveis. Minha 1ª atitude frente a encher-me de “bens que não eram meus comuns ”foi devolver-lhe através de meu filho.
Passei por muitas provas confusas na relação. A 1ª foi de pensá-la como uma mulher desequilibrada, e constatar com sua dita psicoterapeuta, e esta dizer que há mais de um ano, não era sua terapeuta. Médicos preferem às vezes compreender situações antes de julga-las. Pensei na sua relação com um pai alcoolista e sua fixação em mim como indivíduo idealizado, por ter-me conhecido, sem que a percebesse, como o médico do seu ex-sogro, nominado e notável médico gineco-obstetra.
Foram-se anos, em que me assediava no consultório ou, através do aplicativo Messenger e outras incursões como; dizer que gostava de cravo (música renascentista) e deixar-me um DVD do filme Amadeus, sobre Mozart. Culminou com ir ao meu consultório e pedir-me para fazer sexo consigo no próprio consultório. Na minha vida de clinico, nunca assenti ceder ao assédio de pacientes e congeneres. Para mim uma questão ética.Mesmo ela, nunca havido sido minha paciente, mas, ex-esposa de um aluno meu, a quem o pai fora meu paciente numa difícil situação. Os assédios eletrônicos não pararam. Num determinado ano e dia de rompimento de minha relação conjugal, assenti em encontrar-me com ela num motel. Daí em diante, minha vida transtornou-se, com esta querendo considerar-se minha mulher.

Enchendo meu kit-net de roupas e utensílios. e eu os devolvendo como já referi. Me aprontou todas. Escândalos, quebra de objetos de arte, quebra de meu computador iMac, enterrar minhas chaves do carro num vaso de plantas, entre outras agressões verbais e físicas. Minha fragilidade humana, me fez suportar denúncias descabidas na delegacia da mulher, quando de fato, ela era o agente coator e provocador. Valendo-se de possuir tez muito branca e sensível a hematomas, me processou e fez análise de corpo de delito, como sendo eu o provocador e, vejam, alguns dias após o supostamente acontecido.
Nesta segunda vez (agora), graciosamente, ligou para a delegacia e fomos conduzidos à delegacia da mulher sem que qualquer fato ocorresse de minha parte – fato presenciado pelos policiais civis e por minha diarista: Cláudiana Firrmino da Silva, arrolada por mim como testemunha, mesmo sendo uma pessoa por ela indicada para o este ofício.
O que antes houvera de anormal fora discutir sobre um pacto pré- nupcial por escrito, já que falava mundos e fundos da sua riqueza e eu acostava-me em minha condição de aposentado, trabalhando dignamente para sobreviver, no único ofício que bem desempenho que é a medicina clínica.
Desde que a Delegacia da Mulher em seus legítimos preceitos, me impôs afastar-me do apartamento que aluguei e pago com meus parcos vencimentos, não comuniquei-me com a Tatianne; ao contrário venho recebendo constantes chamadas telefônicas e por WhatsApp. Venho recebendo mensagens provocativas de cunho sexual e outros. Acho-me no mínimo constrangido e desrespeitado, vítima de um golpe de uma mulher específica, contra o ser humano e idoso que sou, sem nunca haver tido um olhar e prática discriminativa contra a mulher, ou quem quer que seja em toda a minha vida.
Tenho 68 anos e farei 69 em novembro com muito orgulho, de ser uma pessoa pacata, sem antecedentes criminais e devotada em meu ofício de médico e professor de medicina, e especialmente aos meus clientes públicos ou privados, ao ser humano em sua integralidade.
Considero-me vítima de um golpe, que atenta contra a dignidade humana. Compareci a todos os julgamentos oriundos da primeira intimação.
Resisto e acuso a pessoa de Tatianne Mendes Lomonaco, por apossar-se de meus bens e moradia para tal fins, numa atitude peremptória de tirar proveito pessoal.
Minha vida não me pertence, mas, a responsabilizo diante de tudo o que desta restar, em termos de coerção, provocação e atos moral e psicologicamente ilícitos contra a minha pessoa.
Assim como, responsabilizo sua família, conivente com o mal-estar social que os seus agressores provocam em seus ditos e acatados “descontroles pessoais”. Mante-los distante ou a mercê de alguém, é além de um ato de desamor de irresponsabilidade. Tatianne Mendes Lomonaco, justificou-me as últimas agressões que me fez, por encontrar-se drogada.
Toda a sua família é consciente do fato e da pessoa que ela representa no plano psico-familiar e social.
Sua mãe e sua cunhada estiveram no meu apartamento e não são inocentes quanto a condição de Tatianne Mendes Lomonaco. Eu certamente fui o último a ter consciência e a iludir-me em ajudá-la. Talvez hoje eu perca a vida, mas que outros não a percam em suas fragilidades.
Waldir Pedrosa Dias de Amorim, João Pessoa 18/06/2017
OBS. Um parente da senhora Tatianne Mendes Loconaco entrou em contato com a reportagem do Polêmica Paraíba para adiantar que ela vai emitir uma nota rebatendo inverdades ditas pelo falecido em sua carta.
Fonte: Polêmica Paraíba e osguedes
Créditos: nonato guedes



Membro da Sociedade Brasileira de Medicina Estética e palestrante nos mais importantes eventos do setor, a Dra. Lêda Villas Bôas formou-se na Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, onde nasceu. Com especialização em Clínica Médica, a Dra. Lêda iniciou sua vida profissional na usina de cana-de-açúcar União Indústria, no município de Escada, a 63 km do Recife. Lá, ela estruturou o sistema de atendimento aos operários com base nas normas de Higiene e Medicina do Trabalho. Foi o primeiro dos muitos desafios da sua carreira.

SAÚDE PÚBLICA
O desafio seguinte da Dra. Lêda foi coordenar o programa de imunização contra a poliomelite na época em que era assistente do Secretário de Saúde de Pernambuco. Seu trabalho chamou a atenção da Fundação Serviços de Saúde Pública, que a convidou para coordenar um centro de treinamentos para médicos no Rio.

Publicado por: JotaAntunes | 1 fevereiro 2017

Clínica Dra. Lêda Villas Bôas


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Publicado por: JotaAntunes | 9 janeiro 2017

CARNAVAL 2017 Dra Leda Villas Boas indica >


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ALEDA..

Publicado por: JotaAntunes | 24 novembro 2016

Dra. Lêda Villas Bôas INDICA II -Tratamento para mãos envelhecidas .


ALEDA

Publicado por: JotaAntunes | 24 novembro 2016

Dra. Lêda Villas Bôas Indica :Para o verão 2016/1017


ALEDA..


APRESENTAÇÃO Um dia eu ouvi D. Maria José Elias, esposa do Rev. Antônio Elias, dizer que ela fazia parte da geração que nunca comeu peito de frango, pois quando ela era criança, o peito de frango era para adultos e, quando ela se tornou adulta, o peito de frango era das crianças. Gerações passam, culturas se desenvolvem, comportamentos mudam, mas há coisas que ultrapassam a barreira dos anos, dos séculos e dos milênios. Há verdades da alma humana que não têm época, porquanto não têm a ver com o tempo, mas com o que cada um de nós é. O Drama de Absalão, se contado com outros nomes e outras referências, poderia muito bem ser um roteiro de novela de horário nobre ou ainda ser manchete sensacionalista de jornais e de telejornais, além de servir de matéria para revistas nacionais e internacionais, tais como aquelas que exploram os escândalos da Monarquia Britânica. Até porque O Drama de Absalão foi um fato real. Acredito que, durante a leitura deste booklet, muitos irão se identificar com situações semelhantes presentes em suas casas, em suas vidas. Este texto foi extraído de uma mensagem do Rev. Caio, na convenção da Adhonep, em 1993. Até ouvi-la, eu nunca tinha pensado do ponto de vista de Absalão. Fiquei impressionada com a contextualidade deste episódio e de como ele se aplica às crises familiares desta última década do século XX. A mensagem foi transcrita e transformada neste booklet que hoje oferecemos a você, através do qual esperamos que, em nome de Jesus, as maldições familiares sejam quebradas na sua vida e que O Drama de Absalão não se repita jamais em sua família. Boa leitura

INTRODUÇÃO Nos últimos anos, tem-se falado muito, em nosso meio, sobre quebra de maldições, sobretudo quebra de maldição dos antepassados: pactos, convênios, vínculos que nossos avós, bisavós, pais ou aqueles que nos criaram, ou aqueles que formularam a cultura da nossa família e da nossa casa firmaram, os quais geraram e gestaram a ambiência familiar em função da qual somos criados. Certamente, esses pactos, muitas vezes, estão impregnados de cargas malignas, de informações malignas, de espíritos malignos e de compreensões malignas das quais precisamos ver-nos livres. São cargas que, às vezes, nos acompanham a mente, que se enraízam até em nosso subconsciente, as quais são responsáveis pelos estímulos e pelas respostas erradas que damos à vida e também por outras coisas que tantas vezes costumam nos acompanhar sem que percebamos. Acredito que há aspectos seríssimos dessa preocupação relacionados ao desejo de nos vermos livres de todas essas cargas e condicionamentos malignos, de toda cultura e influência demoníacas vindas do passado, que traspassam nossas famílias. Precisamos discernir essas coisas para nos ver livres delas. Eu me preocupo, todavia, com o fato de que não tem havido a mesma preocupação nem a mesma atenção em relação àquelas que não são as maldições do ontem, àquelas que não são as maldições do passado, as quais não têm nada a ver com o vovô, com a vovó, com o tio, com o pai ou com a mãe. Refiro-me, porém, às maldições de hoje. Aquelas que têm a ver com você; que não têm a ver com a cultura dos seus antepassados, mas com a cultura que você está criando dentro de casa; que têm a ver com a sua total responsabilidade; aquelas que repousam exclusivamente sobre os seus ombros. Você é a pessoa absolutamente responsável por discerni-las, por percebê-las e por impedir que elas cresçam, espalhem-e e se enraízem dentro da sua própria vida. Neste sentido, eu acredito que Davi e seu filho Absalão constituem o melhor e o mais trágico exemplo de um pai e de um filho que não conseguiram, a seu tempo e na hora apropriada, discernir algo extremamente maligno que começava a crescer entre eles: raízes de morte, de amargura, de ódio, de destruição, as quais haveriam de abalar radicalmente suas vidas e infelicitá-los para sempre. Em Malaquias 4:6, lemos o seguinte: Ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos aos pais; para que eu não venha e fira a terra com maldição . Este texto nos fala que é condição absolutamente imprescindível para que maldições nã família sejam cancelas não apenas que você ore repreendendo-as; não apenas que você discirna o que houve no passado. No entanto, diz-nos a palavra de Deus que é absolutamente importante, quanto ao cancelamento dessas maldições, que o coração do pai se converta ao seu filho; que o coração do filho se converta a seu pai; que o coração do marido se converta a mulher; que o coração da mulher se converta ao marido; que o coração da mãe se converta à filha; que o coração da filha se converta à mãe. Se não houver essa quebra de ódios, de amargura, gerando, por conseguinte, reconciliação, encontro, abraço, choro, perdão, expiação; se a cruz de Cristo não for erguida no meio, no centro dos seus vínculos familiares mais íntimo mais profundos; se a cruz não for erguida na sua sala, no seu quarto, na sua cozinha ou dentro do armário de seus filhos; se a cruz não for erguida nas gavetas íntimas, fechadas, lacradas, enclausuradas, cheias de amarguras guardadas; se a cruz, enfim, não for erguida dentro de sua casa, esteja certo de que você será ferido com maldição: maldição do ódio, que traz destruições que minam a vida e arruínam a existência de qualquer pessoa. Eu quero convidar você a olhar comigo a vida de Davi e a vida de Absalão, a partir do capítulo 13 de II Samuel até o capítulo 18 deste mesmo livro.

BOAS INTENÇÕES NÃO SÃO SUFICIENTES PARA EVITAR A MALDIÇÃO FAMILIAR Inicialmente, deve-se considerar que Davi era um homem de ação como muitos de nós, homens e mulheres do século XX: gente que decide, gente que negocia, gente que toma decisões com praticidade; gente que não tem tempo a perder, gente ocupada, que administra muitas coisas a um só tempo. Davi era assim. Ele tinha um reino para administrar. A sua vida era ocupadíssima, porquanto era um homem de ação, de lutas, de decisões, de desafios, de muitas emoções e de muito estresse. Quando se lê o livro de Salmos, especialmente aqueles compostos por Davi, descobre-se o quão estressado ele era. Você que me lê sabe exatamente do que estamos tratando, uma vez que há muitas pessoas que nos cercam que passam pela via estreita de uma existência ocupada, cheia de ações e de emoções. Talvez, você mesmo, neste momento, está se identificando com uma delas ou __ quem sabe? __ com Davi, este personagem tão longínquo temporalmente, mas tão próximo de nós existencialmente. Além disso, Davi era um pai muito bem intencionado. Impressionam-me as boas intenções dele como pai. Pode-se discerni-las através de alguns nomes que ele colocou nos seus filhos, isto porque, na antigüidade, os nomes eram mais dotados de significado do que hoje em dia. Naquele tempo, o nome revelava muito as intenções e as expectativas que os pais tinham em relação aos filhos; os nomes não eram apenas escolhidos por estarem na moda ou por, sonoramente, produzirem um efeito agradável. Davi esperava muitas coisas boas de seus filhos, e ele as traduz por meio dos nomes que lhes dá, senão, vejamos: __ ADONIAS __ aquele que pertence a Adonai, ao Senhor . Note que ele tem um filho e diz por meio do nome que lhe dá: Este é de Deus! __ SALOMÃO __ que significa pacífico . __ ABSALÃO ou ABSHALOM __ que significa o pai da paz . Imagine, por exemplo, o que Davi tinha em mente quando, vendo o pequeno neném, chamou-o de Abshalom. Quanta esperança de que muitas realizações aconteçam na vida daquela criança e por meio dela! Quem sabe Davi imaginou que Absalão poderia vir a ser seu sucessor, o pacificador do país, o agregador de Israel, o homem forte no qual a graça e a unção de Deus repousariam?… Ninguém põe um nome assim num filho imaginando que, um dia, esse mesmo filho irá traí-lo, gerando um golpe de estado, a fim de destronar o próprio pai do poder; ninguém põe um nome assim num filho sabendo que este filho trará vergonha nacional e a desgraça ao seu pai. Meus filhos foram nascendo, e minha mulher e eu fomos colocando-lhes nomes que traduziam esperança: __ CIRO __ que significa o libertador . __ DAVI __ que significa aquele a quem Deus ama . __ LUKAS __ não tem um significado, mas uma história de amor a Deus e ao próximo: servo de Deus e médico, que escreveu a história dos Atos dos Apóstolos. __ JULIANA __ a filha da graça . Quem são seus filhos?! Davi gerou filhos e sonhou o melhor para eles e os colocou diante de Deus com o melhor das suas expectativas. Agora, em nome de Jesus, preste atenção a isso: conquanto Davi fosse um pai que sonhasse com o bem dos filhos, ele, no entanto, não era capaz de transformar suas boas intenções em investimento de vida na existência dos filhos. Sonhou o melhor sonho, desejou o melhor desejo, porém não foi capaz de investir vida na vida dos filhos. Por quê? Talvez porque estivesse ocupado demais. Do ponto de vista humano, muitas coisas poderiam justificá-lo: tanta gente, tanta demanda, tantas solicitações, tantos requerimentos que dependiam de sua aprovação e atenção… Talvez porque tivesse filhos demais. Como dar atenção a todos? Como separar tempo para todos? Como ouvir queixa de todos? Como brincar com todos? Ninguém consegue ser pai para cinqüenta filhos, nem para trinta e nem para os mais de vinte que Davi teve com suas mulheres e concubinas (II Samuel 3:2-5; 5: 13-16). Talvez porque estivesse ausente demais. Talvez porque seus filhos só o encontrassem em ocasiões ou eventos importantes. Talvez porque não houvesse vida, convívio, intimidade entre eles. Talvez porque tudo que houvesse entre eles fosse aquela reverência, aquele respeito tremendo, mas que nunca ia além disso; que nunca se transformou em segredo, em cochicho, em brincadeira no campo, em banalidade, em presença simples, desguarnecida, aberta, despretensiosa, apenas presença para estar junto, para ser. Não adianta você ter os sonhos que tem, nem apenas fazer as orações que faz, nem apenas guardar e juntar dinheiro para o bem de seus filhos. Absalão tinha dinheiro, castelo, casas, prestígio. Absalão era bonito, e a Bíblia nos diz (II Samuel 14:25) que ele era o homem mais bonito daquela geração: fascinante, charmoso, porte bonito, cabelo bonito. A propósito desta última característica, Absalão tinha um cabelo invejável. Naquela época, era costume untar óleo sobre os cabelos com pó de ouro, para brilharem ao sol e, vaidoso como era, Absalão certamente utilizava muito desse recurso estético, de modo que, a cada ano, quando cortava o cabelo, segundo o costume da época, este tinha um peso e valor considerável. Absalão tinha tudo! Mas, só o que ele queria era um pai. Não era um rei que Absalão queria, mas um pai. Não era um homem poderoso de que Absalão precisava, mas de um pai. Não era de um general invencível de que Absalão carecia, mas de um pai. Não era de um homem que resolvia os problemas do mundo de que Absalão necessitava, mas de um pai que fosse capaz de ouvir uma angústia do filho. Talvez você nunca tenha parado para pensar n O Drama de Absalão, mas preste atenção a esta história, pois ela reflete a realidade das muitas relações familiares e pode ter a ver com você e sua família.

A HISTÓRIA DE DAVI E ABSALÃO As principais áreas de fraqueza de Davi são claramente percebidas na sua relação com seus filhos. Conquanto fosse um homem de oração e cheio de boas intenções, ele era fraco na condução de sua casa. Davi se caracterizava por ser um pai omisso, e será a omissão a porta de entrada da desgraça na vida deste grande homem e de seu filho Absalão. Isto porque a tragédia começa a se configurar, a se desenhar, a se delinear, no dia em que Amnom, um dos filhos de Davi e seu primogênito, apaixona-se por uma de suas irmãs (II Samuel 13:1-14) por parte de pai, a qual é irmã de Absalão, filho de Davi com Maaca (II Samuel 3:3), uma estrangeira procedente de Gesur. Diz-nos a Bíblia que aquela moça, cujo nome era Tamar, era muito bonita, graciosa, formosa e encantadora (II Samuel 13:1) e que Amnom, um dia, pôs os olhos sobre ela e viu-a não como irmã, porém como uma mulher (II Samuel 13:2 e 3). Ele a cobiçou e a desejou tão ardentemente que concebeu um plano: a fim de possuí-la, fingiu-se de doente __ a conselho de um amigo (II Samuel 13:5) __ e pediu a Davi, seu pai, que ela __ Tamar __ lhe fosse servir comida, uma vez que esteva num leito de enfermidade (II Samuel 13:6). O pai assim o permitiu (II Samuel 13:7). Tamar foi até a casa do irmão, Amnom pula do leito, avança contra ela, estuprando-a, possuindo-a e humilhando-a (II Samuel 13:11-14). Depois, Amnom sente náuseas, sente asco. Diz-nos a Bíblia que o repúdio que ele sentiu por Tamar, após possuí-la, foi mais forte que o desejo de um dia tê-la (II Samuel 13:15). A corte ficou sabendo do escândalo. O país ficou sabendo do escândalo. O rei ficou sabendo do escândalo, mas não fez nada. Absalão, irmão de Tamar, esperou que o pai fizesse alguma coisa, uma vez que, conforme Levítico 18:9 e 29, tal ato teria, como penalidade necessária, a morte de quem o praticou. Mas Davi nada fez. Então, Absalão a chamou para morar consigo (II Samuel 13:20). A irmã morou com ele por dois anos, durante os quais ele esperou, dia após dia, que o pai chamasse a filha para um beijo, um abraço, um aconchego e que o pai chamasse Amnom para uma confrontação. Porém, nada disso foi feito. Para além de tudo isso, havia ainda uma agravante: Amnom era o primogênito do rei e, por conseguinte, o futuro herdeiro do trono, fato este que se tornava um fator complicador de toda aquela situação. Depois de dois anos, Absalão não agüentou mais esperar. O diabo encheu-lhe o coração de ódio. Ele começou a planejar a morte do irmão (II Samuel 13:23-27). Por ocasião da festa da tosquia, Absalão procura o pai e lhe diz: Eu queria que tu permitisses que meu irmão Amnom fosse ao campo caçar comigo. Davi, sabendo que havia algo de muito maligno naquilo tudo, respondeu-lhe: Mas por que, meu filho? Por que apenas Amnom? Por que tu não levas a todos os teus irmãos juntos para essa caçada? Absalão atende o pedido do pai e leva todos os irmãos. Chegando lá, Absalão dá ordens a seus servos para que matem a Amnom, quando este estivesse bêbado, a fim de não oferecer resistência alguma. Assim é feito. Note que Amnom estava tão seguro de que nada lhe iria acontecer, que nem ao menos desconfiou do irmão. Para ele __ Amnom __ se o rei, seu pai não lhe havia feito nada com relação ao incidente ocorrido entre ele e sua irmã Tamar, ninguém mais poderia fazê-lo. O rei Davi se enfurece, fica cheio de ódio. Absalão foge, indo morar na casa de Talmai, seu avô (II Samuel 13: 37; 3:3), pai de sua mãe, em um reino vizinho, e lá fica durante três anos (II Samuel 13:38), durante os quais nada é feito. Davi não chama o filho, não encara o filho, não confronta o filho, não trata do problema. Absalão manda um recado através de Joabe, um alto assessor do pai, dizendo: Assim não dá! Davi manda chamar o filho para que volte a Jerusalém. Este vai morar a dois quilômetros da casa do pai (II Samuel 14:21-24). Passam a ser vizinhos, mas outra vez dois anos passam, e Davi não manda chamar o filho. Depois desses dois anos, Absalão não agüenta mais, chama Joabe e lhe diz: Diga ao rei que me mate, mas que me veja! Davi, ao saber disso, ordena: Chamem o garoto. Logo em seguida, vem o rapaz. Todos esperam que Davi o sacuda e lhe diga: O que foi que houve? Você é meu filho, é minha carne! Como é que você faz isso, filho?! Entretanto, nada disso acontece. Absalão entra e Davi simplesmente lhe diz que se aproxime, lhe beija o rosto e não diz nada (II Samuel 13:33). Um estupro, uma morte, ódio, amargura, crise e Davi pensa que pode resolver isso tudo com um beijinho. A palavra de Deus nos diz, no início do capítulo 15 de II Samuel, que dessa ocasião em diante, após falar com o rei, Absalão sai do palácio, vai para as ruas e inicia uma subversão (II Samuel 15:1-6). Começa a dizer: Não há justiça na terra! Não há rei reinando! Não há critérios pelos quais esse povo venha a ser julgado! O que está prevalecendo é apenas a emocionalidade do rei. Se eu fosse rei, haveria justiça na terra. Absalão prepara uma revolta armada. Ele é declarado rei sobre Hebrom (II Samuel 15:10-13). Aproxima-se de Jerusalém para cercá-la e tomá-la. Davi é aconselhado a fugir com seus súditos, indo para o deserto, porém deixando alguns de seus homens de confiança, a fim de se infiltrarem na corte de Absalão e lhe darem algum conselho desastroso, de modo que, numa possível batalha, seus exércitos pudessem ser destruídos. O que acontece. Absalão, então, bate em retirada, fugindo por entre os bosques. A ordem de Davi, o rei, era a seguinte: Fazei qualquer coisa, mas não tocai no moço Absalão. Poupai o jovem Absalão. Joabe, porém, não suportava mais. Ele estava cheio de ódio pelo filho do rei. E quando da fuga de Absalão por entre os bosques, seus cabelos longos ficam presos por arbustos, ele se desprende do seu cavalo, ficando pendurado pela cabeça. Joabe, descobrindo-lhe o paradeiro, aproxima-se de Absalão e o executa (II Samuel 18:19 e 14). A insurreição é vencida, a vitória é comemorada e Davi está novamente no poder. As notícias da guerra chegam ao rei. E este pergunta: Como passa o jovem Absalão? Alguém lhe responde: Ele foi ferido… e… está morto! A Bíblia nos diz (II Samuel 18:33) que Davi rasga as suas roupas, cai por terra e lamenta, e grunhe, e geme: Abshalom, meu filho Abshalom!… Abshalom!… Abshalom!… Meu filho, Abshalom!… O tempo de dizer meu filho havia acabado: Absalão estava morto e a tragédia consumada. Pode-se perceber, nesse episódio, o desespero de Davi. Ele jamais desejaria que as coisas tivessem tomado aquele rumo; seus sonhos desmoronaram, sem mais nenhuma esperança de reconstrução. Meu filho, minha filha, eu estou aqui, volte para casa. Estou de braços abertos, esperando-o. Quero ser seu amigo; quero ajudá-lo; quero perdoá-lo e quero lhe pedir perdão. Às vezes, agimos como Davi: só exteriorizamos estes sentimentos e palavras quando já é tarde demais. Este Davi __ descrito até aqui __ não é alguém a quem eu queria imitar. Ele tem o coração segundo o coração de Deus? Tem, porque é capaz de dar respostas de quebrantamento a Deus nos momentos apropriados. Mas, conquanto tenha um coração segundo o coração de Deus, ele não consegue transformar essa intimidade com Deus, depois de um dado momento na sua vida, num projeto de vida sadio que abençoe toda a sua casa.

O QUE PODEMOS APRENDER COM O DRAMA DE ABSALÃO Em primeiro lugar, aprendemos que Davi transferia, sempre, responsabilidades instransferíveis. Isto é algo interessante, que acontece com homens e mulheres ocupados, diuturnamente, com suas atividades profissionais. Homens e mulheres que estão acostumados a assumir responsabilidades. Homens e mulheres muito ocupados do lado de fora de casa acabam, sutilmente, transferindo responsabilidades intransferíveis para outros, dentro de casa. Primeiramente, Davi transferiu a responsabilidade de apaziguar o coração de Absalão para os filhos: Pai, deixa eu levar Amnom comigo para a caçada , pede Absalão. Não, filho, não. Leve todos os seus irmãos , responde-lhe Davi. A palavra de Deus nos diz que todos em Israel já sabiam do desejo de Absalão de matar Amnom (II Samuel 13:32). Davi sabia; todos sabiam que havia ódio no coração de Absalão. Entretanto, Davi não enfrenta o problema; ele usa os filhos como escudo. Bom, quem sabe se toda a garotada estiver junta, isso não vai acontecer… , poderia pensar Davi. Depois, ele transfere a responsabilidade do tratamento da alma de Absalão para o sogro. Para lá vai Absalão refugiar-se após ter morto o irmão. Fica três anos lá, na casa do avô. Acerca deste período de tempo, a Bíblia nos diz que Davi perseguiu a Absalão (II Samuel 13:39), sem, no entanto, querer realmente encontrá-lo, pois se assim o quisesse, não haveria dificuldades para fazer isso. Davi talvez pensasse que o sogro fosse mudar o coração do neto, porém o próprio sogro não gostava muito dele __ Davi __ , porque sua filha que casara com o rei nunca tivera um espaço na realeza que ele gostaria que ela ocupasse. Absalão caiu nas mãos do avô errado, que encheu-lhe o coração de mais ódio, de mais amargura, de mais antipatia e de mais revolta. Observe: Absalão era o terceiro filho de Davi; Amnom __ o primogênito __ estava morto, e Quileabe (II Samuel 3:3), o segundo filho, era uma figura inexpressiva e que provavelmente já havia morrido, o que se depreende pela ausência de referências mais explícitas a ele na história familiar de Davi. Sendo assim, com a morte deste, Absalão seria o rei e, para Talmai, seu avô, isto se constituiria num bom negócio. Por fim, Davi transfere a responsabilidade para um assessor. É Joabe quem tem que tramar a volta do filho para casa, porque o pai não fazia nada. Curioso e irônico, neste episódio, é que foi Joabe quem ajudou Absalão a voltar do exílio e a se aproximar do pai, como também foi Joabe quem o matou. Minha pergunta a você, em nome de Jesus, é: para quem é que você está transferindo a responsabilidade de administrar a alma de seus filhos? Para o avô? Para o assessor? Para os filhos mais velhos? Para a empregada? Para a escola? Para a Xuxa? Para a Angélica? Para a Escola Dominical? Para o pastor? Para quem? Essa responsabilidade é intransferível. O filho é seu. A filha é sua. A alma deles vai ser cobrada de você. Escola, igreja, orientadores, atividades intelectuais e recreativas são recursos para a educação e a administração do tempo e do desenvolvimento da criança; mas a responsabilidade é sua. De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a alma de seu filho? De que adianta ter um complexo industrial, realização profissional, status , mas ter uma filha desgraçada ou um garoto arruinado em casa? Precisamos aprender a confrontar nossos filhos com a verdade. A segunda lição que aprendemos com Davi é que ele era capaz de vencer gigantes, mas não sabia confrontar os filhos, olhos nos olhos, e dizer: Filho, o que é isso que estou vendo?! Você está sentindo uma atração sexual por sua irmã? É isso que eu estou percebendo, filho?! Ou: O que é isto, filho?! Você está com ódio no coração, querendo matar este seu irmão?! Você está sufocado, empanturrado de desejos malignos! O que é isto, filho? Porém, Davi não conseguia oportunizar tais diálogos, tais confrontações. Eu conheço muitos pais assim. Talvez você que me lê seja um pai assim. Sua esposa sabe que estou falando a verdade. E você mãe, que igualmente lê estas linhas, muitas vezes age de modo semelhante a este. E seus filhos sabem que o que vem sendo descrito até aqui é palavra de Deus para sua vida, pai, para sua vida, mãe, em nome de Jesus. Havia um antigo quadro do Jô Soares em que era mostrado um pai que, diante de comentários feitos sobre o comportamento condenável do filho, para tudo arranjava uma desculpa. E o amigo (Jô), que tentava fazê-lo ver a situação, acabava desistindo e falava: Tem pai que é cego! Creio que não haja pais ou mães cegos; no entanto, há pais e mães que não querem ver, que têm medo de encarar o filho e o problema, que têm medo de confrontar os filhos com a verdade, que têm medo de não saber como conduzir o problema, de como ajudar a solucionar. Eu não tenho receitas para soluções de problemas familiares, mas, em qualquer caso, a omissão não vai resolvê-los, o tempo não vai solucioná-los. Ainda que você não saiba como agir, abra os braços e chore com seu filho, dobre os joelhos e ore por ele, diga que você se preocupa com ele e que jamais vai se omitir, que jamais vai se afastar dele e que jamais vai se conformar com a situação. Davi vencia gigantes, mas não sabia confrontar os filhos olhos nos olhos. Por quê? Talvez cansaço. Mas, talvez, uma outra coisa: quem sabe, culpa? Aquele caso de Davi com Bate-Seba e a morte de seu marido Urias arruinaram-lhe a existência mais do que se pode imaginar. Ele pede perdão ao Senhor, e o Senhor o perdoa. Mas, talvez, Davi nunca se tenha perdoado. Não consigo entender como um homem como ele não consegue olhar nos olhos dos filhos! A não ser que no fundo do seu ser, de sua alma, haja muita culpa. Possivelmente, o diabo, em seus ouvidos, dizia que ele, Davi, não tinha autoridade alguma. Não tinha autoridade para confrontar Absalão. Não tem autoridade para falar nada, depois de tudo que fez. Certamente, Davi ouvia o diabo dizer-lhe ao ouvido: Como você vai falar contra o adultério e a cobiça com Amnom, se você fez as mesmas coisas? Como você vai falar de homicídio com Absalão, se você matou Urias, marido de Bate-Seba? Preste atenção a isto: há pessoas que me lêem, que, como você, já se converteram a um ano, há cinco anos, há dez ou há quinze anos. Quem sabe há vinte ou trinta anos? Algumas, como você, trazem consigo cargas pesadas de culpa passada. Algumas delas, como você talvez, já adulteraram, um dia tiveram amantes, um dia tiveram casos, um dia fizeram o que não deveriam ter feito, um dia deram exemplos terríveis para os de dentro de casa. Mas elas se converteram, tal como você. Você encontrou a Jesus. Você foi perdoado. Você foi lavado no sangue do Cordeiro de modo semelhante àquelas pessoas. Mas talvez o diabo continue lhe dizendo que você não tem autoridade para olhar nos olhos do seu filho, nos olhos da sua filha, nos olhos da sua mulher, nos olhos dos da sua casa, por causa de algum pecado cometido no passado. No entanto, quero lhe dizer, hoje, em nome de Jesus: não aceite essa mentira! Repito: não aceite essa mentira! Seja você, em nome de Jesus, capaz de dizer: Olha, filho, eu pequei, eu adulterei, eu fiz, eu fui. Mas agora sou lavado no sangue do Cordeiro. E estou aqui, como um novo pai, como uma nova mãe, para lhe dizer que não é por aí o caminho! E eu não vou deixar você andar por esse caminho de morte, porque eu não quero lá na frente ficar dizendo como Davi: Abshalom, Abshalom, meu filho, Abshalom! CONSEQÜÊNCIAS DA MALDIÇÃO FAMILIAR Davi fugia de olhar nos olhos dos filhos. Não confrontou Amnom no casso do incesto de Tamar. Foi Absalão que teve de acolher a irmã. Não confrontou Absalão antes deste matar Amnom, quando todos já sabiam que ele ia atentar contra a vida do irmão. Não confrontou Absalão, depois que matou a Amnom. Absalão fugiu, ficou três anos desterrado; voltou para perto do pai; Davi não foi vê-lo, nem o chamou. Não confrontou Absalão, quando este voltou do exílio e foi morar a dois quilômetros da casa do pai. Todavia, Davi não é o único responsável por todo esse drama. Absalão não soube administrar suas crises e abriu uma brecha para Satanás desenvolver, em seu coração, uma bomba de ódio que iria explodir dentro dele, destruindo-o juntamente com a sua família. A MALDIÇÃO DO ÓDIO Sabe o que Satanás gestou, engendrou, engravidou na alma de Absalão? Uma bomba. Uma Bomba O , mais forte do que a Bomba H, mais forte do que a Bomba Atômica: a bomba do ódio, da amargura sufocada, não resolvida, a qual era, todo o dia, incrementada pelo diabo. Primeiramente, surgiu no coração de Absalão ódio do pai, devido à situação de Tamar: Como é que a papai não faz nada?! Nem chamou a moça para consolá- la, para resgatá-la, para redimi-la publicamente! Ele também não fez nada com Amnom! O ódio foi tão grande que, depois dos dois anos de silêncio, Absalão matou o irmão. E quando foi para o exílio, diz a Bíblia (II Samuel 14:27) que nasceu a Absalão uma filha, a qual ele chamou Tamar. Sabe o que Absalão quis dizer ao pai com isso? Davi tem uma filha e lhe põe o nome de Tamar, que significa palmeirinha , plantinha frágil que precisa ser tratada com cuidado. Mas ele não cuida dela. A minha nasceu. O seu nome é Tamar. E eu quero ver se alguém vai tocar nela. Isso é uma declaração de ódio e de amargura que inundam o coração desse filho! A maldição do ódio só se quebra quando pais e filhos vivem um relacionamento franco, transparente, no qual a verdade e a sinceridade de atitudes se somam a uma prática de amor genuíno, constante e compromissado com as necessidades dos membros da família. A MALDIÇÃO DO AMOR FÁCIL Em segundo lugar, Absalão sente ódio do pai em relação a seu próprio caso em particular. Absalão não consegue entender como é que o pai o deixa sair, não o chama. O pai o exila, o pai o traz de volta, mas não o vê. O pai não trata do assunto, o pai não o sacoleja, o pai não o enfrenta, o pai não o sacode, em nome de Deus. Absalão chega a dizer: Digam ao papai para me matar, mas para, pelo menos, me olhar na cara! O pai tenta resolver a situação dando um beijinho e dizendo-lhe: Vai embora. Absalão fica irado e sai com um ódio enorme no coração. Filhos não querem amor fácil; não querem que você faça de conta que o pecado não é pecado; não querem que você alise a cabeça deles como se nada tivesse acontecido. Filhos gostam de verdade, gostam de integridade, gostam de sinceridade, gostam de olhos nos olhos, gostam de perdão sério, gostam de ver um pai ou uma mãe que não vende barato princípios de Deus na vida. Lembro que alguns anos atrás eu aconselhava um garoto de 17 anos, o qual estava muito envolvido com drogas e que não conseguia ficar em colégio algum, apesar de ser muito inteligente. Esse garoto estava desenvolvendo um autismo emocional e psicológico, no qual o mundo se restringia a ele e nada mais importava. Durante uma conversa, senti que o rapaz nutria uma profunda amargura em relação ao pai, quando ele me disse: Papai reclama, murmura, mas nunca sentou para conversar comigo, para perguntar o que há. Eu queria até que ele me batesse, mas que mostrasse que ele está junto, comigo, para me ajudar a sair deste negócio. Ele fala, mas finge que não acontece nada. Eu me sinto como se não existisse. A maldição do amor fácil, descomprometido, se quebra mediante ação, compromisso, seriedade e afirmação dos princípios de Deus na vida. A MALDIÇÃO DOS PECADOS PASSADOS NÃO PERDOADOS O ódio cresce ainda mais. Surge no coração de Absalão ódio dos pecados passados do pai. Sabe o que Absalão faz, quando dá o golpe de Estado, quando toma o poder? Um dos homens que ele chama para ser seu conselheiro pessoal é um certo Aitofel. Sabe quem é este homem? É o avô de Bate-Seba (II Samuel 11:3; 23:34). E sabe que é Bate-Seba? É o caso de Davi. Com isso Absalão imaginava: Vou dar uma ferroada no papai, agora. Esse homem __ Aitofel __ jamais conseguira perdoar a Davi. O seu ódio por Davi ter entrado na vida da neta dele era tão grande, que ele dá o seguinte conselho a Absalão: Olha, o que um dia seu pai fez às escondidas com a minha neta, eu o aconselho a fazer com as mulheres-concubinas dele: possuí-las, no telhado da casa real, para que todo o Israel veja. Segundo as leis da época, apenas o sucessor do rei, em caso de morte deste ou de sua deposição, poderia tomar as mulheres do seu antecessor. Pelo que fez, Absalão merecia a morte, de acordo com a lei mosaica (Levítico 20:11). Aitofel, com esse conselho, pretendia anular qualquer possibilidade de reconciliação entre Davi e Absalão. Observe o ódio que o diabo gestou e fez crescer no coração de Aitofel, que, por sua vez, realimenta o ódio de Absalão por Davi, seu pai. Às vezes, numa briga de família, você se vê surpreso ao ver coisas antigas virem à tona com uma força tremenda: pecados passados, erros jogados na cara na hora da tensão. O diabo usa isto para tirar a autoridade e evitar o confronto com o pecado.Esta maldição se quebra no sangue de Jesus derramado, que nos dá posse definitiva do perdão de Deus. A maldição dos pecados passados não perdoados se quebra com o exercício do perdão diário no interior da família, em suas relações desde as mais corriqueiras e superficiais até as mais íntimas e profundas. A MALDIÇÃO DO CIÚME Por último, Absalão sente ódio dos amigos do pai. Ele passa a ter ódio de Joabe. Para ele, o pai dava muito mais atenção a Joabe do que ao filho. Para ele, Davi tinha mais tempo para Joabe do que para o filho. Absalão odeia todos aqueles que, de algum modo, possuem a alma do pai. Prova eloqüente disso é que, quando Absalão torna-se rei, para comandar os exércitos de Israel, no lugar de Joabe, ele chama a Amasa. Sabe quem era Amasa? O pai desse homem tinha um caso com uma parenta íntima de Joabe (II Samuel 17:25). Com isso Absalão está lavando a roupa suja, desnudando a podridão da corte, pondo tudo isso para fora, ventando todo o seu ódio para todos os lados, em todas as direções. Quantos irmãos se odeiam porque acham que o pai gosta mais de um do que de outro?! Quantos filhos trabalham para derrubar empresas do pai por ciúme?! Quantos ministérios têm sido motivo de revolta por parte do filho, por achar que o pai dá mais importância à igreja do que a ele. Há casos de pessoas que têm ciúmes até de objetos. Um garoto arruinou o carro do pai, riscando-o com uma gilete, por ciúmes. Isto é muito sério. O amor gera estabilidade, confiança e equilíbrio emocional e familiar. A maldição do ciúme só pode ser quebrada com a segurança do amor, o qual gera estabilidade, confiança e equilíbrio emocional e familiar.

ATITUDES PRÁTICAS QUE NOS AJUDAM A EVITAR A MALDIÇÃO FAMILIAR A tragédia de Davi e Absalão deve-nos ensinar algumas lições práticas. Só o que nos salva da tragédia familiar é a nossa conversão aos nossos filhos.Não adianta só ter boas intenções para com os filhos; não adianta darlhes nomes santos; não adianta trabalhar por eles; não adianta apenas dizer: Oh, Deus! Toma conta deles! Porém, você tem que se converter a eles, para que a terra não seja ferida com maldição. Eu viajo de duas a três vezes por semana. Viajo cento e vinte vezes por ano, aproximadamente. Prego, no mínimo, seiscentas vezes todos os anos. Acossado por convites de todos os lados, convites para o ano seguinte, convites para viagens ao exterior, os quais, se quisesse atendê-los, eu encheria a minha agenda para o ano todo, apenas viajando de um país para o outro. Você pode estar-se perguntando: Com que autoridade você fala isso? Respondo: Estou falando isso com a autoridade, em nome de Jesus, de quem viaja para pregar o evangelho, mas que está disposto a arrebentar qualquer agenda para não esmagar a vida de um filho. Eu estou pagando um preço bem alto por isso: saio do Rio de Janeiro às cinco da manhã, vou a Belém do Pará, chegando lá às 9h. Prego às 10h, prego às 12h, prego às 15h, prego às 17h. Pego um vôo de volta e chego em casa às dez e meia da noite para passar a mão na cabeça da minha garotinha de nove anos e lhe dizer: Papai tá aqui. Papai tá aqui. Isso tudo para pôr a mão sobre ela e dizer: Eu te abencôo, em nome de Jesus! Depois, pego o meu garoto mais novo e lhe digo: Vem cá, fica aqui! Vamos fazer uma oração juntos. Como foi o seu dia? E a escola? Em seguida, dirijo-me aos rapazes. Pergunto-lhes: E aí? E os amigos? E as amigas? E vocês, como estão? Faço isso para, cedo, tomar um café da manhã junto deles. Eu não quero ganhar o mundo inteiro e perder meus filhos. Eu não quero ser conhecido como o grande homem de Deus no Brasil, com a casa arruinada. Meu primeiro compromisso de vida é com Deus. O meu segundo compromisso na vida é com minha mulher. O meu terceiro compromisso na vida é com os meus filhos, e o meu ministério vem a reboque . Pais convertidos aos seus filhos investem tempo neles. Você pode ser muito ocupado, mas não deve esquecer que, entre as prioridades da sua agenda, deve abrir espaço para seus filhos: espaço para orar com eles, para jogar conversa fora com eles, para caminhar na praia com eles, para tomar um café junto com eles, para deitar numa rede e contar história para eles, para consertar um brinquedo quebrado de algum deles, para assistir a uma apresentação na escola deles, para ouvir os grandes e pequenos problemas do mundo deles. MARCAS DE PAIS CONVERTIDOS AOS SEUS FILHOS Pais convertidos a seus filhos não transferem responsabilidades nem para o melhor avô, nem para a melhor avó; nem para o filho mais velho e mais responsável; nem para o pastor mais consagrado; nem para o psicólogo mais renomado; nem para a escola mais conceituada; nem para a igreja mais ungida. A responsabilidade pelos meus filhos, como pai que sou, é minha, é minha, é minha e é minha; e não é de mais ninguém! A responsabilidade, como pai ou mão de seus filhos, é sua, é sua, é sua e é sua! E não é de mais ninguém! Pais convertidos a seus filhos não minimizam o poder das amarguras familiares. Não dizem: Isso é briga de irmãos. É desavença deles. Eles não se dão muito bem, mas um dia eles se acertam. Pais convertidos a seus filhos não brincam com o ódio existente entre os filhos e não acham que isto é algo sem importância; ao contrário, levam tal situação a sério, buscando resolvê-la. Davi era muito melhor do que eu. Mas Amnom possuiu a Tamar; Absalão matou a Amnom; Salomão matou a Adonias, e este odiava a todos. Meu Deus! Se isto pôde acontecer na casa de Davi, pode acontecer na minha casa, pode acontecer na sua casa. Não brinca com isso! Pode acontecer, especialmente, onde há dinheiro. Como tenho visto, ultimamente, familiares de empresários evangélicos ricos brigando por causa de dinheiro! Pais convertidos a seus filhos consideram, cuidadosamente, os sentimentos perniciosos, nocivos a uma relação familiar sadia e tratam-nos de forma amadurecida. Exorcizam tais sentimentos do fundo da sua alma e da alma dos filhos, em nome de Jesus, enquanto há tempo; tratam desses sentimentos; oram por eles; conversam sobre eles; choram por causa deles; investem tempo no enfrentamento e na resolução deles, enquanto ainda há tempo. Pais convertidos a seus filhos não reagem aos filhos apenas emocionalmente. A Bíblia nos diz em II Samuel 13:39 que um dia Davi ficou cheio de ódio por Absalão. Porém, quando o ódio passou, ele não fez mais nada. Davi não demonstrou nenhum senso de justiça, nenhuma preocupação com princípios morais e divinos, nenhuma preocupação em tratar do assunto, mesmo depois de aplacado o ódio, até porque crime e pecado haviam sido cometidos. Filhos odeiam pais emocionais, que são apenas capazes de espancamento, da gritaria e da brutalidade, mas que não agem baseados em princípios de justiça, de verdade, de coerência e de integridade. Pais convertidos a seus filhos não fogem dos seus pecados da juventude, antes os resolvendo na presença dos filhos. Neste sentido, eu me sinto muito à vontade para falar a respeito disso. Eu cometi muitos pecados na juventude. Mas meus filhos foram crescendo num lar onde isso nunca esteve encoberto, camuflado. A seu tempo, todos eles foram tomando conhecimento de tudo. Hoje em dia, eu converso francamente com os mais velhos acerca de qualquer coisa. O segundo deles, que é um adolescente, que ama muito a juventude, a vida, graças a Deus crente, de vez em quando, conversando sobre alguém, ele me pergunta: Mas, papai, um dia você já viveu como fulano? Já, filho, já. __ respondo. Deve ser horrível viver assim, né? É, filho, é. __ eu digo. Como é, pai? __ ele me pergunta. Eu lhe digo: É assim, assim e assim. Agora, filho, entre fulano e papai existe a barrira intransponível do sangue do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. É porque sei como é podre viver daquele jeito, que eu digo a você, filho: não chega nem perto. Você não está perdendo nada. No entanto, se só o que salva a nossa família de uma tragédia é o coração dos pais se converter aos filhos, também só o que salva os filhos da tragédia pessoal é a conversão do seu coração aos pais. MARCAS DE FILHOS CONVERTIDOS AOS PAIS Filhos convertidos aos pais entendem, pelo menos, três coisas: Em primeiro lugar, filhos convertidos aos pais têm consciência de que não estão fadados, predestinados a serem produto dos pecados dos pais, nem a cometerem os mesmos erros deles. Não podem pensar que, por serem filhos de escorpião, têm que, necessária e infalivelmente, dar ferroada a vida inteira. A propósito disso, há uma história engraçada, em que um escorpião pede a um sapo que o leve nas costas, a fim de atravessar um rio. O sapo lhe responde: Você está louco? Se eu o levar, no meio da travessia você me pica e eu morro. De jeito nenhum. Bom __ falou o escorpião __ se eu o picar e você morrer, morro eu também, pois não sei nadar. O sapo pensou e disse: Você tem razão. Sobe aqui. A travessia ia muito bem… Até que num determinado momento.

Ai! Você me picou! Agora nós vamos morrer! Por que você fez isso? __ perguntou o sapo. Desculpe, mas não pude resistir à minha natureza __ respondeu-lhe o escorpião. Jesus veio ao mundo para arrancar-nos essa natureza de escorpião. Veio ao mundo para desensinar você a ferroar. Em segundo lugar, filhos convertidos aos pais não atribuem ao tempo a cura dos ferimentos da alma. Não ficam pensando que o tempo vai fazer com que o ódio ao pai, a Amnom, a dor pela Tamar e demais angústias vão sarar. Tratam da solução hoje. Deixam o Espírito Santo desenraizar tais amarguras hoje. Permitem que o Espírito de Deus os livre de todo ódio hoje, pois hoje é o dia. Escrevo essas linhas hoje, em nome de Jesus, para ordenar, em nome dEle, que toda a amargura seja arrancada do seu peito hoje. Em terceiro lugar, filhos convertidos aos pais tomam cuidado para não caírem na teia das amarguras familiares. Cuidado, você que é filho, com a cobiça que está crescendo, com as ambições que estão se desenvolvendo. Cuidado, você que é pai, com a administração e a divisão da herança. Cuidado! Cuidado, para você não cair numa teia de ódio: ódio do pai, ódio dos amigos do pai, ódio do irmão, ódio da irmã, ódio, ódio e ódio. Cuidado! CONCLUSÃO Estas são as maldições que devemos nos preparar para quebrar em nossos lares. Não podemos mais nos conformar com a destruição das famílias. Nossa oração é que pais e filhos possam encontrar o caminho da conversão, do perdão , da reconciliação, do diálogo, do encontro, do choro solidário e da comunhão.Que Deus possa ajudá-lo a expurgar a amargura da alma, a exorcizar o prazer sádico da vingança, o masoquismo da autocomiseração. Que Deus o ajude a enxergar o valor da família, a preciosidade da relação ente um pai e um filho, entre uma mãe e uma filha. Que você possa dar valor não ao que tem dentro de casa, mas dar valor ao que você pode construir dentro dela. Quando pais se converterem aos seus filhos, filhos se converterem aos seus pais, maridos se converterem a suas esposas, esposas se converterem a seus maridos, quando você deixar o ódio cair por terra e o Espírito Santo encher o seu coração de amor, de perdão e de reconciliação, a maldição estará quebrada na terra. INTERPRETAÇÃO DO TEXTO Você acabou de ler mais um livro da VINDE Comunicações. Nosso interesse é que, se você se sentiu abençoado por ele, você possa tornar-se um agente multiplicador da mensagem nele contida e, com isso, abençoar a outros também. Este booklet pode ser usado como material em estudos de grupo, em células de comunhão e na devoção familiar, entre outros fins a que se destina. As perguntas aqui formuladas são uma base para se debater e aprofundar ainda mais o assunto, bem como enriquecê-lo com sua própria experiência. 1. Como você interpretaria o termo maldição familiar ? R: 2. O diabo usa brechas deixadas por nós para implantar o mal dentro do contexto familiar. Qual foi a brecha deixada por Davi que permitiu que isso acontecesse no seio de sua família? R: 3. E qual foi a brecha deixada por Absalão? R: 4. De acordo com o texto, o amor mal administrado pode fazer mal. Dê exemplos práticos de como isso aconteceu na relação familiar existente entre Davi e seus filhos. R: 5. Baseado na pergunta anterior, reconheça situações semelhantes no relacionamento familiar de hoje. R: 6. Faça, agora, um exercício interior: se você é pai ou mãe, enumere quais são as suas responsabilidades intransferíveis em relação a seus filhos. R: 7. Quais as marcas de pais convertidos aos seus filhos? R: 8. Quais as principais evidências de filhos convertidos aos pais? R: 9. De que maneira nós, cristãos, podemos combater as maldições familiares? R: 10. Como podemos fazer com que relações familiares sustentadas por bases malignas se transforma.

O DRAMA DE ABSALÃO Uma história de ódio, paixões e morte mudando a sua perspectiva da vida O grande rei de Israel, Davi, e seu filho, Absalão, constituem o melhor e o mais trágico exemplo de um pai e de seu filho que não conseguiram, a seu tempo e na hora apropriada, discernir algo extremamente maligno que começava a crescer entre eles: raízes de morte, de amargura e de destruição que haveriam de abalar radicalmente suas vidas e traumatizá-los para sempre. Neste livro, Caio Fábio o convida a quebrar ódios e amarguras que se perpetuam nos relacionamentos familiares e que destroem a existência de qualquer pessoa. O autor o desafia a erguer a cruz de Cristo no centro do seu lar, em seus vínculos mais profundos, em sua sala, no seu quarto, na sua cozinha ou dentro do armário dos seus filhos, nas gavetas mais íntimas, fechadas, lacradas pelo tempo da desesperança. Resta-lhe a busca da reconciliação, do perdão, do diálogo, do encontro, do choro solidário e da comunhão que construirão a sua nova história. Seja bem-vindo ao lugar onde Deus o quer em paz: o seu próprio lar.

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